- O movimento pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou força após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
- Parlamentares bolsonaristas estão buscando apoio para viabilizar a pauta, que enfrenta resistência.
- O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, respondeu ao pastor Silas Malafaia, que o chamou de “traidor” por não apoiar o impeachment.
- Nogueira afirmou que não há apoio suficiente para o processo e que a democracia é regida pela vontade da maioria.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que não pautará o impeachment, mesmo com 81 assinaturas a favor.
O movimento pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novo impulso após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Parlamentares bolsonaristas estão mobilizando esforços para viabilizar a pauta, que enfrenta resistência.
O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, respondeu ao pastor Silas Malafaia, que o chamou de “traidor” por não apoiar o impeachment. Nogueira defendeu que não há apoio suficiente para o processo e ressaltou que a democracia é regida pela vontade da maioria. “Na democracia não é a vontade de um, mas da maioria”, afirmou em sua rede social.
Nogueira, que foi ministro de Jair Bolsonaro, se declarou “pragmático” ao recusar o apoio ao impeachment, afirmando que o impedimento de Moraes não teria sucesso. Ele destacou que não há 54 senadores dispostos a aprovar a medida, necessária para que o processo siga adiante.
Reação de Malafaia
Após a resposta de Nogueira, Malafaia intensificou as críticas, acusando o senador de preconceito e de apoiar uma “ditadura de toga”. O pastor defendeu seu direito de criticar, afirmando que a liberdade de expressão é fundamental em um estado democrático. Ele ainda insinuou que Nogueira se comporta como um “coronel do Nordeste” que não aceita críticas.
Posição do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que não pautará o impeachment de Moraes, mesmo que haja 81 assinaturas a favor. O processo de impeachment de ministros do STF requer a aprovação de 41 senadores para ser instaurado. Historicamente, apenas um ministro foi afastado do cargo no Brasil, o que torna essa situação ainda mais complexa.
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