- O deputado federal Marcel Van Hattem resistiu em desocupar a mesa da presidência da Câmara, ocupada por Hugo Motta, na noite de quarta-feira (6).
- A situação ocorreu enquanto Motta aguardava a saída de Van Hattem, que buscava confirmação sobre um acordo entre os membros da oposição.
- Van Hattem afirmou que não recebeu confirmação sobre o fim da paralisação, que começou em resposta à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decretada pelo Supremo Tribunal Federal.
- O deputado destacou que a oposição obteve avanços, como o apoio ao fim do foro privilegiado e à votação da anistia, com os partidos PL, Novo, União, PP e PSD alinhados.
- A próxima reunião de líderes definirá quando esses temas serão discutidos no plenário, e a votação da anistia pode ocorrer na próxima semana.
Na noite de quarta-feira (6), o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) gerou polêmica ao resistir em desocupar a mesa da presidência da Câmara, ocupada por Hugo Motta (Republicanos-PB). A situação ocorreu enquanto Motta aguardava que Van Hattem se retirasse, após uma conversa com outros parlamentares sobre um acordo entre a oposição.
Van Hattem justificou sua atitude, afirmando que não havia recebido confirmação de que todos os membros da oposição concordavam com o fim da paralisação, que começou em resposta à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele mencionou que conversou com outros deputados, como Doutor Luizinho (PP-RJ) e Marco Feliciano (PL-SP), antes de decidir deixar o local.
Avanços na Oposição
O deputado destacou que, apesar da obstrução, a oposição conseguiu avanços significativos, como o apoio ao fim do foro privilegiado e à votação da anistia. Segundo Van Hattem, os partidos PL, Novo, União, PP e PSD agora estão alinhados em torno dessas pautas. Ele afirmou que a próxima reunião de líderes determinará quando esses temas serão discutidos no plenário.
A paralisação, iniciada na terça-feira (5), reflete a crescente tensão entre os parlamentares e a resposta da oposição às ações do STF. Van Hattem acredita que a união dos partidos em torno da anistia é um passo importante, ressaltando que a votação pode ocorrer na próxima semana, dependendo das deliberações futuras.
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