- O governo dos Estados Unidos aumentou a recompensa por informações que levem à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões.
- A procuradora-geral, Pam Bondi, afirmou que Maduro é um dos maiores narcotraficantes do mundo e colabora com organizações criminosas para introduzir drogas nos EUA.
- A Agência Antidrogas Americana (DEA) confiscou 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro, sendo quase sete toneladas diretamente associadas a ele.
- O chanceler da Venezuela, Yván Gil, chamou a medida de “cortina de fumaça ridícula” e uma tentativa de desviar a atenção dos problemas internos do país.
- As relações entre os EUA e a Venezuela se deterioraram desde 2019, quando os EUA reconheceram Juan Guaidó como presidente interino.
O governo dos Estados Unidos anunciou um aumento significativo na recompensa por informações que possam levar à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, elevando o valor de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões. A procuradora-geral, Pam Bondi, fez o anúncio em um vídeo divulgado na rede social X, afirmando que Maduro é um dos maiores narcotraficantes do mundo.
Bondi acusou Maduro de colaborar com organizações criminosas, como o Tren de Aragua e o cartel de Sinaloa, para introduzir drogas nos Estados Unidos. Segundo a procuradora, a Agência Antidrogas Americana (DEA) já confiscou 30 toneladas de cocaína ligadas ao presidente e seus associados, sendo quase sete toneladas diretamente associadas a ele. A recompensa é parte de uma estratégia para pressionar Maduro e seus aliados, conforme declarado por John Kirby, ex-porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
Reações do Governo Venezuelano
A resposta do governo venezuelano foi imediata. O chanceler Yván Gil classificou a medida como uma “cortina de fumaça ridícula” e uma “operação grosseira de propaganda política”. Ele acusou os EUA de tentar desviar a atenção dos problemas internos enfrentados pelo país. Maduro já havia sido formalmente acusado em 2020 por narcoterrorismo e conspiração para o tráfico de drogas.
Além disso, o governo dos EUA já confiscou mais de US$ 700 milhões em bens relacionados a Maduro, incluindo jatos e veículos. A administração Biden, que denunciou fraudes nas eleições presidenciais de julho de 2024, acredita que o verdadeiro vencedor foi o opositor Edmundo González, que apresentou provas de sua vitória.
Contexto Atual
As relações entre os EUA e a Venezuela se deterioraram desde o primeiro mandato de Donald Trump, que reconheceu Juan Guaidó como presidente interino em 2019. A situação na Venezuela continua a se agravar, com dificuldades financeiras e escassez de alimentos. O governo de Maduro, no poder desde 2013, enfrenta críticas por repressão a manifestações e silenciamento de opositores.
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