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Líder do PL se retrata e nega acordo com a oposição sobre anistia

Sóstenes Cavalcante nega acordo sobre anistia e pede reconciliação na Câmara após protestos da oposição e obstrução bolsonarista

O presidente da Câmara, Hugo Motta, conversa com os deputados Sóstenes Cavalcante (à esq) e Coronel Chrisóstomo (à dir) (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/12-6-2025)
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  • O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, negou um acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta, sobre a anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.
  • A declaração ocorreu após obstruções promovidas por parlamentares bolsonaristas, que protestaram ocupando a Mesa Diretora.
  • Cavalcante pediu desculpas a Motta, afirmando que não houve chantagem e que a discussão sobre a anistia deve ser feita entre os líderes partidários.
  • A tensão aumentou com os protestos da oposição, que exigiu a votação de um “pacote de paz”, incluindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Após reuniões, deputados do PL e de partidos do centro se encontraram com Motta, resultando na saída dos deputados da Mesa Diretora, mas a pressão por pautas da bancada bolsonarista continua.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, negou nesta quinta-feira, 7, qualquer acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta, sobre a anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. A declaração foi feita após um período de obstrução promovido por parlamentares bolsonaristas, que ocuparam a Mesa Diretora em protesto.

Cavalcante pediu desculpas a Motta, afirmando que não houve chantagem para a desobstrução da Mesa. “O presidente Hugo Motta não foi chantageado por nós”, destacou o líder do PL. Ele também enfatizou que a discussão sobre a anistia e o fim do foro privilegiado deve ser conduzida entre os líderes partidários, e não apenas com a presidência da Câmara.

Crise Política

A tensão no Congresso aumentou após os protestos da oposição, que exigiu a votação de um “pacote de paz”. As demandas incluíam o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e a anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Durante a obstrução, os deputados se revezaram na ocupação das Mesas Diretoras, utilizando esparadrapo na boca e se acorrentando.

Sóstenes reconheceu que a situação emocional dos deputados estava comprometida e pediu desculpas pela indelicadeza em conversas anteriores com Motta. Ele afirmou que a Câmara precisa de reconciliação e que o ambiente deve ser propício para um diálogo construtivo entre os partidos.

Desdobramentos

Após um encontro com o ex-presidente Arthur Lira, deputados do PL e de partidos do centro se reuniram com Motta, resultando na saída dos deputados da Mesa Diretora, que inicialmente resistiram. Apesar do pedido de desculpas, a pressão por pautas prioritárias da bancada bolsonarista, como a PEC do fim do foro privilegiado, permanece.

A situação continua em evolução, com os parlamentares buscando um equilíbrio em meio à crise política. Motta, ao reassumir o controle da Câmara, enfatizou que a obstrução não foi benéfica para a Casa e que a democracia é inegociável.

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