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Motta denuncia deputados por obstrução no plenário à Corregedoria da Câmara

Hugo Motta aciona Corregedoria Parlamentar após motim de deputados bolsonaristas; suspensão de mandatos pode ocorrer em até seis meses

Hugo Motta após retomar o controle do plenário da Câmara - 06/08/2025 (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados/Divulgação)
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  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enviou denúncias à Corregedoria Parlamentar contra deputados bolsonaristas.
  • As denúncias são relacionadas a um motim que durou mais de 30 horas, em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Entre os deputados investigados estão Zé Trovão, Marcel Van Hattem, Marcos Pollon e Julia Zanatta.
  • A deputada Camila Jara é acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira durante os eventos.
  • A apuração pode resultar em suspensão de mandatos por até seis meses, dependendo da análise da Corregedoria.

Após uma reunião da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) decidiu encaminhar denúncias à Corregedoria Parlamentar contra deputados bolsonaristas envolvidos em um motim que durou mais de 30 horas. O tumulto ocorreu nos dias 5 e 6 de agosto, em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A nota divulgada pela Secretaria-Geral da Mesa informou que a decisão visa permitir a apuração das condutas dos parlamentares. Entre os alvos da investigação estão os deputados Zé Trovão (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Julia Zanatta (PL-SC). A deputada Camila Jara (PT-MS) também é mencionada, acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante os eventos.

Consequências e Punições

A análise da Corregedoria determinará se os casos serão enviados ao Conselho de Ética. Motta destacou que qualquer conduta que impeça as atividades legislativas pode resultar em suspensão cautelar do mandato por até seis meses. A pressão por punições mais rigorosas aumenta, especialmente com a oposição clamando por ações contra os envolvidos.

A situação no plenário foi marcada por confrontos físicos e tensões. O clima de desordem gerou acusações mútuas entre os parlamentares, com o líder da bancada do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), pedindo desculpas a Motta por instigar a resistência de Trovão.

Tensão Política

A continuidade da crise na Câmara levanta questões sobre a governabilidade e a capacidade de manter a ordem legislativa. A próxima reunião da Mesa será crucial para definir os próximos passos em relação aos deputados envolvidos. A pressão por uma resposta firme reflete a percepção de fragilidade após os protestos, enquanto a Mesa busca reafirmar sua autoridade no legislativo.

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