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Psolistas solicitam apuração após cancelamento de evento literário por Nunes

Deputados do PSOL acionam Ministério Público após cancelamento da Flipei, alegando cerceamento à liberdade de expressão e retaliação política

O escritor Ilan Pappe, a mediadora Soraya Misleh e o ativista Thiago Ávila na abertura da Flipei no galpão Elza Soares, no centro de São Paulo (Foto: Rafaela Araújo - 6.ago.25 /Folhapress)
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  • A Fundação Theatro Municipal de São Paulo cancelou a Flipei, uma festa literária de editoras independentes, programada para a Praça das Artes.
  • O cancelamento ocorreu devido a alegações de que o evento tinha conteúdo ideológico e viés eleitoral.
  • Deputados do PSOL, incluindo Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi, protocolaram uma representação no Ministério Público contra a decisão.
  • Os parlamentares afirmam que o cancelamento prejudica as editoras independentes e fere a liberdade de expressão.
  • A Flipei foi transferida para outros locais, como o Galpão Elza Soares e o Armazém do Campo, para garantir sua realização em São Paulo.

Os deputados do PSOL, incluindo a deputada federal Luciene Cavalcante e o deputado estadual Carlos Giannazi, protocolaram uma representação no Ministério Público nesta quarta-feira (7) após o cancelamento da Flipei, uma festa literária de editoras independentes, pela Fundação Theatro Municipal de São Paulo. O evento, que estava programado para ocorrer na Praça das Artes, foi barrado sob a justificativa de que seu conteúdo apresentava um viés ideológico.

A fundação, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, alegou que a Flipei não poderia ser realizada no espaço público devido ao uso político por parte de seus organizadores. Em nota, a fundação afirmou que a programação do evento tinha um “indisfarçável viés eleitoral”, em vez de promover a literatura independente. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) comentou que o cancelamento foi uma decisão da organização social responsável pelo espaço, que não teria consultado a fundação.

Os parlamentares do PSOL argumentam que a decisão prejudica as editoras independentes e fere os direitos de liberdade de expressão e pluralismo político. A representação pede a instauração de um inquérito para investigar as responsabilidades do prefeito e do secretário de Cultura, Totó Parente. Os organizadores da Flipei acreditam que o cancelamento é uma retaliação, especialmente pela presença de convidados como o escritor Ilan Pappe, crítico do governo de Israel, e o ativista Thiago Ávila.

Após o cancelamento, a Flipei foi transferida para outros locais, como o Galpão Elza Soares e o Armazém do Campo, garantindo que o evento ainda ocorra em São Paulo.

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