- Os sócios do Corinthians aprovaram o impeachment de Augusto Melo com 1.413 votos a favor e 620 contra.
- A assembleia ocorreu no Ginásio Wlamir Marques, em Tatuapé, no dia 9 de setembro.
- Melo estava afastado desde 26 de maio devido a investigações sobre irregularidades.
- O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, convocará novas eleições até o final de 2026.
- As acusações incluem irregularidades em contrato de patrocínio e denúncias do Ministério Público de São Paulo.
Em assembleia geral extraordinária realizada no último sábado, 9 de setembro, os sócios do Corinthians aprovaram o impeachment de Augusto Melo da presidência do clube. A decisão foi tomada com 1.413 votos a favor e 620 contra, resultando na destituição definitiva do dirigente, que já estava afastado desde 26 de maio devido a investigações sobre irregularidades.
O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, será responsável por convocar novas eleições para um novo presidente, que deverá ser escolhido até o final de 2026, quando terminaria o mandato de Melo. A votação ocorreu no Ginásio Wlamir Marques, em Tatuapé, onde cerca de 10 mil sócios estavam aptos a participar. Melo, que acompanhou a contagem dos votos, deixou o clube antes do encerramento da apuração.
As acusações que levaram ao impeachment incluem irregularidades no contrato de patrocínio com a VaideBet, supostas violações à Lei Geral do Esporte e descumprimento do estatuto social do clube. Além disso, Melo enfrenta denúncias do Ministério Público de São Paulo, que o acusam de associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto. Segundo o MP, está claro que o dinheiro do clube percorreu caminhos ilegais em relação ao pagamento da comissão pela intermediação do contrato.
Durante seu afastamento, o cargo foi ocupado interinamente pelo vice-presidente Osmar Stábile. Melo, que nega as acusações, afirmou que não renunciaria e que a auditoria solicitada já foi realizada. Sua defesa argumenta que ele é vítima de uma investigação tendenciosa e que irregularidades foram cometidas durante o processo, incluindo acesso indevido a dados do Coaf. A situação continua a se desenrolar, com o MP sendo intimado a prestar esclarecimentos sobre o caso.
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