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Juiz determina que documentos do caso Ghislaine Maxwell permaneçam em sigilo

Juiz mantém sigilo de documentos do grande júri de Ghislaine Maxwell, alegando que divulgação não traria novas informações relevantes

Os transcritos do grande júri relacionados ao caso de tráfico sexual de Ghislaine Maxwell permanecerão selados. (Foto: Getty Images)
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  • Ghislaine Maxwell foi condenada a 20 anos de prisão por tráfico de menores relacionado a Jeffrey Epstein.
  • Um juiz federal decidiu manter em sigilo os materiais do grande júri do caso, argumentando que a divulgação não traria novas informações relevantes.
  • O juiz Paul Engelmayer destacou que a quebra da confidencialidade poderia desencorajar futuros depoimentos.
  • O Departamento de Justiça dos EUA havia solicitado a liberação dos documentos, em resposta a pressões de apoiadores do ex-presidente Donald Trump.
  • Maxwell aguarda a análise de um recurso à Suprema Corte para reverter sua condenação.

Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por tráfico de menores relacionado a Jeffrey Epstein, teve os materiais do grande júri de seu caso mantidos em sigilo por um juiz federal. A decisão foi proferida pelo juiz Paul Engelmayer, que argumentou que a divulgação não traria informações novas relevantes e poderia desencorajar futuros depoimentos.

O pedido para liberar os documentos foi feito pelo Departamento de Justiça dos EUA, em resposta à pressão de apoiadores do ex-presidente Donald Trump, que buscavam mais transparência sobre o caso. Engelmayer destacou que muitos detalhes já foram revelados durante o julgamento de Maxwell e que os documentos sob sigilo não acrescentariam informações significativas. Ele afirmou que a quebra da confidencialidade do grande júri poderia prejudicar o sistema judicial.

Maxwell, que atualmente cumpre pena em uma instalação de segurança mínima no Texas, se opôs à liberação dos documentos. O juiz enfatizou que os materiais não identificam outras pessoas além de Epstein e Maxwell como tendo contato sexual com menores e não discutem clientes do casal. A decisão ocorre em um contexto político delicado, com Trump prometendo revelar novos documentos sobre Epstein durante sua campanha, mas sem resultados concretos até o momento.

Além disso, uma comissão do Congresso enviou uma intimação ao Departamento de Justiça relacionada a investigações sobre Epstein e Maxwell, que remontam a duas décadas. A situação continua a gerar tensões, especialmente com a proximidade das eleições legislativas. Maxwell aguarda a análise de um recurso à Suprema Corte que visa reverter sua condenação.

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