- Um magistrado no Quênia decidiu que a causa da morte de Harry Roy Veevers, falecido em 14 de fevereiro de 2013, não pode ser determinada.
- O corpo foi exumado após 11 anos e estava em estado avançado de decomposição, dificultando a análise.
- O juiz David Odhiambo encerrou a investigação, afirmando que não há evidências conclusivas para responsabilizar alguém.
- Os filhos de Veevers levantaram suspeitas sobre a rápida sepultura, que ocorreu sem autópsia, e acusaram a segunda esposa de envolvimento na morte.
- Laudos contraditórios de patologistas e a presença de vestígios de pesticida não esclareceram a causa da morte, que permanece desconhecida.
Magistrado encerra investigação sobre a morte de Harry Roy Veevers
Um magistrado no Quênia decidiu que a causa da morte do magnata britânico Harry Roy Veevers, falecido em 14 de fevereiro de 2013, não pode ser determinada. O corpo de Veevers, exumado após 11 anos, estava em estado avançado de decomposição, dificultando a análise. O juiz David Odhiambo anunciou o fechamento da investigação, afirmando que “ninguém pode ser responsabilizado” devido à falta de evidências conclusivas.
Veevers foi enterrado em Mombasa, seguindo rituais islâmicos, o que levantou suspeitas entre seus filhos de um casamento anterior, Richard e Philip Veevers. Eles alegaram que o pai não era muçulmano e que a rápida sepultura, sem autópsia, indicava possíveis irregularidades. Os filhos acusaram a segunda esposa de Veevers, Azra Parveen Din, e suas filhas de envolvimento na morte, supostamente para herdar sua fortuna multimilionária, o que foi negado por elas.
Conflitos e novas evidências
A decisão de Odhiambo foi influenciada por laudos contraditórios de patologistas e especialistas. Embora testes realizados após a exumação tenham encontrado vestígios de um pesticida, não houve consenso sobre sua relação com a morte. O juiz destacou que, devido à “decomposição do corpo” e as “divergências nos laudos”, a causa da morte permanece desconhecida.
O corpo de Veevers deve ser liberado do necrotério de Mombasa, mas a quem será entregue ainda é incerto. Odhiambo orientou que ambas as famílias busquem uma decisão em outro tribunal. Em janeiro de 2022, um tribunal de primeira instância havia considerado a morte não suspeita, mas a decisão foi contestada pelos filhos, que conseguiram reabrir o caso.
A complexidade do caso e as alegações de envenenamento continuam a gerar interesse, enquanto a busca por respostas sobre a morte de Harry Roy Veevers permanece em aberto.
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