- O novo cartão de bilhetagem Jaé, que substituiu o Riocard, começou a operar no Rio de Janeiro em julho de 2023.
- Após a primeira semana, foram registrados três milhões de embarques diários, superando a média de dois milhões e quinhentos mil da semana anterior.
- O maior aumento percentual foi nas vans, que passaram de sessenta e duas mil para duzentas e oitenta e seis mil viagens.
- A arrecadação na primeira semana foi de R$ 35,6 milhões, com uma média de um milhão e setecentos mil passageiros únicos.
- A secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio, afirmou que sua equipe precisará de um mês para analisar os dados do novo sistema.
Após a primeira semana de operação do novo cartão Jaé, o sistema de bilhetagem do transporte municipal do Rio de Janeiro, os dados revelam um aumento significativo nas viagens. O prefeito Eduardo Paes anunciou a substituição do Riocard em julho de 2023, prometendo maior transparência na operação.
Durante a semana passada, foram registrados 3 milhões de embarques diários, superando a média de 2,5 milhões da semana anterior, quando o Riocard ainda era aceito. A secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio, afirmou que sua equipe precisará de um mês para analisar os dados e obter uma visão mais clara sobre o desempenho do novo sistema.
Aumento nas Viagens
Os dados mostram que o maior crescimento percentual ocorreu nas vans, que passaram de 62,4 mil para 286,7 mil viagens em uma semana. O VLT também teve um aumento expressivo, subindo de 35,3 mil para 53,9 mil embarques, um crescimento de 52,6%. O BRT registrou quase o dobro de passageiros, com 491,2 mil embarques, enquanto os ônibus tiveram um aumento mais modesto de 9,5%.
Maína destacou que a nova plataforma permite um melhor entendimento do fluxo de passageiros, especialmente em relação a grupos como pessoas com deficiência. A arrecadação na primeira semana de operação do Jaé foi de R$ 35,6 milhões, com uma média de 1,7 milhão de passageiros únicos.
Dados e Transparência
A prefeitura já utilizou informações do Jaé para ajustar o número de viagens de ônibus, impactando o valor dos subsídios às empresas. A análise dos dados pode influenciar futuras decisões sobre a remuneração das operadoras, podendo resultar em aumento ou diminuição dos subsídios.
A Riocard, por sua vez, defendeu que sempre forneceu dados operacionais à prefeitura, incluindo informações sobre vans e VLT. A empresa argumenta que a transparência das informações sempre esteve disponível, contestando a alegação de falta de dados por parte da Secretaria Municipal de Transportes.
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