- O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, convidou a comunidade internacional a transformar Belém em um “ritual de passagem” durante a conferência em novembro.
- O convite ocorre em meio a críticas sobre a infraestrutura e os altos preços de hospedagem na cidade, que podem excluir delegações.
- Vinte e sete países exigem soluções para a crise de hospedagem, com diárias superando os preços de hotéis de luxo em outras cidades brasileiras.
- A Defensoria Pública do estado notificou plataformas de hospedagem sobre práticas abusivas, e muitos participantes consideram não comparecer ao evento.
- Reuniões entre representantes da ONU e da Secretaria Extraordinária da COP30 ocorrerão esta semana para discutir soluções para a crise.
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, convidou a comunidade internacional a transformar Belém (PA) em um “ritual de passagem” durante a conferência, marcada para novembro. O convite ocorre em meio a crescentes críticas sobre a infraestrutura e os altos preços de hospedagem na capital paraense, que podem excluir delegações de diversos países.
A carta de Corrêa do Lago foi divulgada enquanto 27 países pressionam por soluções para a crise de hospedagem. Os custos de acomodações em Belém dispararam, com diárias que chegam a ultrapassar os valores de hotéis de luxo em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. A Defensoria Pública do estado já notificou plataformas de hospedagem sobre práticas abusivas, enquanto muitos participantes consideram não comparecer ao evento.
“A presidência da COP30 convida a comunidade internacional a fazer de Belém um ritual de passagem para marcar e celebrar com sobriedade a nossa transição para um futuro mais promissor e próspero,” diz a carta. A situação se agrava com a possibilidade de delegados precisarem compartilhar camas, conforme indicado por plataformas de reserva do Governo Federal.
Críticas e Consequências
O Observatório do Clima denunciou a “negligência” do governo brasileiro em preparar a cidade para o evento. A coordenadora global da Campanha para Demandar Justiça Climática, Rachitaa Gupta, afirmou que 80% dos membros da campanha ainda não têm onde ficar. O presidente da Áustria já anunciou que não participará devido aos altos custos.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou os preços abusivos como “extorsão”. A situação pode levar a cancelamentos de delegações e impactar negativamente o comércio e o turismo local. A migração de imóveis residenciais para locação por temporada também pressiona o mercado imobiliário, dificultando o acesso à moradia para os moradores de Belém.
Reuniões em Busca de Soluções
Representantes da ONU e da Secretaria Extraordinária da COP30 se reunirão esta semana para discutir possíveis soluções para a crise de hospedagem. A falta de planejamento adequado por parte dos governos federal e estadual, que tiveram dois anos e meio para se preparar, é um dos principais pontos levantados nas críticas. A expectativa é que medidas urgentes sejam adotadas para garantir a participação de todos os interessados no evento.
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