- O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou que a Rússia já venceu a guerra na Ucrânia.
- A declaração foi feita em entrevista ao canal “Patriot” e desafia a posição da União Europeia.
- Orbán criticou a falta de envolvimento da Europa nas negociações entre os Estados Unidos e a Rússia.
- Ele se opôs a uma declaração conjunta da União Europeia que reafirmava o direito da Ucrânia de decidir seu futuro, considerando-a “ridícula e patética”.
- A Hungria, dependente da Rússia para energia, resiste ao envio de armas para a Ucrânia e se opõe à adesão da Ucrânia à União Europeia.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou nesta terça-feira, 12, que a Rússia já venceu a guerra na Ucrânia, desafiando a posição da União Europeia. A declaração ocorre em um momento crítico, a poucos dias da cúpula entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente.
Orbán, que mantém relações próximas com Moscou, declarou em entrevista ao canal “Patriot” que a guerra não é um conflito indefinido, mas sim um confronto já decidido. “Os ucranianos perderam. A Rússia venceu essa guerra”, afirmou. Ele criticou a falta de envolvimento da Europa nas negociações entre EUA e Rússia, destacando que a União Europeia não foi convidada para a cúpula.
Críticas à União Europeia
O líder húngaro foi o único a não apoiar uma declaração conjunta da União Europeia, que reafirmava o direito da Ucrânia de decidir seu futuro. Orbán considerou a posição europeia “ridícula e patética” e enfatizou que a Europa perdeu a oportunidade de negociar com Putin durante o governo do ex-presidente americano Joe Biden. “Se você não está na mesa de negociações, você está no cardápio”, disse.
A Hungria, dependente da Rússia para seu abastecimento energético, tem resistido ao envio de armas para a Ucrânia desde o início do conflito. Orbán também se opõe à adesão da Ucrânia à União Europeia, argumentando que isso prejudicaria a economia húngara e seus agricultores. A postura do primeiro-ministro reflete uma crescente tensão entre a Hungria e os demais membros da União Europeia, que continuam a apoiar Kiev em sua luta contra a invasão russa.
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