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Câmara aprova moção de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Comissão da Câmara ignora investigações e aprova moção de apoio a Jair Bolsonaro, gerando oposição entre deputados do PT e PSOL

O ex-presidente Jair Bolsonaro em semana de interrogatório no STF. (Foto: Evaristo Sá/AFP)
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  • A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou uma moção de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em 13 de agosto.
  • A proposta foi apresentada pelo deputado Evair de Mello e ignora as investigações da Polícia Federal e as denúncias da Procuradoria-Geral da República sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.
  • Evair de Mello alegou que Bolsonaro é alvo de perseguição política, desconsiderando as evidências contra ele.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de Bolsonaro, afirmando que ele era o “principal articulador” dos atos contra a democracia.
  • Deputados do PT e PSOL se opuseram à moção, destacando a gravidade das acusações, enquanto a comissão é dominada por membros do bolsonarismo.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 13, uma moção de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta, apresentada pelo deputado Evair de Mello (PP-ES), ignora as investigações da Polícia Federal e as denúncias da Procuradoria-Geral da República sobre a suposta tentativa de golpe de Estado em que Bolsonaro estaria envolvido.

O deputado Evair de Mello defendeu que o ex-presidente é alvo de uma perseguição política, desconsiderando as evidências apresentadas pela Polícia Federal. Em julho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou alegações finais ao Supremo Tribunal Federal, reiterando o pedido de condenação de Bolsonaro e outros sete réus, afirmando que o ex-presidente era o “principal articulador” dos atos contra a democracia.

Deputados do PT e PSOL se opuseram à moção, destacando a gravidade das acusações contra Bolsonaro. Entre os que votaram contra estão Alexandre Lindenmeyer, Arlindo Chinaglia, Rui Falcão e Sâmia Bomfim. A comissão, dominada por membros do bolsonarismo, é presidida por Filipe Barros (PL-PR) e tem André Fernandes (PL-CE) como 1º vice-presidente.

A aprovação da moção reflete a divisão política no país e a polarização em torno do ex-presidente, que continua a ser uma figura central no debate político brasileiro.

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