- Fernando de Souza Moares, de 27 anos, foi preso em Mesquita, na Baixada Fluminense, no dia 10 de outubro.
- Ele é acusado de torturar uma adolescente, agredindo-a com pauladas e ameaçando sua família.
- A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti realizou a prisão após denúncias de agressões.
- Moares já era investigado por agredir ex-companheiras menores de idade, utilizando métodos de tortura.
- A delegada Vanessa Martins destacou a gravidade dos crimes e a possibilidade de haver mais vítimas.
Um homem de 27 anos, Fernando de Souza Moares, foi preso nesta terça-feira, 10 de outubro, em Mesquita, na Baixada Fluminense, acusado de torturar uma adolescente de 14 anos. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, após denúncias de agressões severas.
Moares é investigado por agredir a jovem com pauladas e ameaçar sua família, incluindo uma criança de 2 anos. A delegada Vanessa Martins, responsável pelo caso, classificou os crimes como “graves e bárbaros”, ressaltando que o suspeito já era alvo de investigações por agressões a outras ex-companheiras menores de idade. Em um dos episódios, ele utilizou ferramentas quentes e provocou queimaduras em suas vítimas.
A investigação teve início após a adolescente relatar que foi levada a um terreno baldio, onde foi torturada. Os ataques, que incluíram pauladas em diversas partes do corpo, visavam forçá-la a confessar relacionamentos anteriores. Após a agressão, Moares começou a stalkear a vítima nas redes sociais, intensificando as ameaças.
Histórico de Violência
Além da recente prisão, Moares já havia sido indiciado por tortura, cárcere privado e ameaça contra outras duas jovens. As vítimas descreveram um padrão de relacionamento abusivo, onde o agressor escolhia adolescentes, desenvolvendo um ciclo de violência. Uma das ex-companheiras relatou viver escondida com a filha devido ao medo constante do homem.
A delegada Martins enfatizou a importância da prisão para identificar outras possíveis vítimas e encorajá-las a denunciar. Moares, que não prestou depoimento e optou por permanecer em silêncio, será submetido a uma audiência de custódia, onde a continuidade de sua prisão será decidida.
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