- A BBC defendeu sua investigação sobre exploração sexual infantil no Quênia, após o governo local, representado pelo ministro Kipchumba Murkomen, desqualificá-la como um “hoax”.
- O documentário revelou casos de tráfico de meninas em Maai Mahiu e já acumulou mais de um milhão de visualizações no YouTube.
- Murkomen alegou que as vítimas entrevistadas eram adultas e que a emissora ofereceu recompensas financeiras, o que foi negado pela BBC.
- A investigação mostrou que meninas de treze anos estavam sendo traficadas para a prostituição, com uma mulher afirmando que a prostituição é uma “cultura normalizada” na região.
- O governo ordenou investigações sobre os casos apresentados, enquanto a BBC expressou preocupação com o tratamento dado aos sobreviventes entrevistados.
A BBC defendeu sua investigação sobre exploração sexual infantil no Quênia, após o governo local, representado pelo ministro Kipchumba Murkomen, desqualificá-la como um “hoax”. A investigação, que expôs casos de tráfico de meninas em Maai Mahiu, gerou reações intensas.
Murkomen afirmou que as vítimas entrevistadas eram adultas e que a BBC havia prometido recompensas financeiras aos contribuintes. Em resposta, a emissora esclareceu que os entrevistados eram adultos relatando abusos sofridos na infância e que nenhum pagamento foi oferecido por suas histórias. A BBC ressaltou que a investigação é um importante trabalho de jornalismo de interesse público.
A investigação, divulgada em 4 de agosto, já acumulou mais de um milhão de visualizações no YouTube. O documentário revelou que meninas de apenas 13 anos estavam sendo traficadas para a prostituição em Maai Mahiu, uma cidade de trânsito no Vale do Rift. O filme mostrou duas mulheres admitindo o tráfico de menores, uma delas mencionando que “prostituição é uma cultura normalizada” na região.
Reações do Governo
O governo queniano, por meio de Murkomen, defendeu seu compromisso com a proteção infantil, afirmando que leva a sério os casos de tráfico de menores. O presidente da Assembleia Nacional, Moses Wetang’ula, também criticou a BBC, alegando que o objetivo da reportagem era denegrir a imagem do Quênia.
Após a exibição do documentário, o Escritório do Diretor de Processos Públicos ordenou investigações sobre os casos apresentados. A BBC expressou preocupação com o tratamento dado aos sobreviventes que participaram do filme, que foram entrevistados sem representação legal. Até o momento, as duas mulheres identificadas no documentário não foram localizadas pelas autoridades.
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