- A Justiça do Peru determinou a prisão preventiva de Martín Vizcarra por cinco meses, devido a um caso de corrupção.
- A decisão foi anunciada pelo juiz Jorge Chávez, que alegou risco de fuga e perigo processual.
- Vizcarra, ex-presidente do Peru, foi surpreendido pela ordem, já que afirmava não esperar essa medida.
- Ele é acusado de ter recebido subornos de R$ 2,3 milhões (aproximadamente US$ 640 mil) de empresas de construção durante seu mandato como governador de Moquegua.
- O ex-presidente pode enfrentar uma condenação de até 15 anos de prisão e já está detido em uma base policial em Lima, onde estão outros ex-presidentes.
A Justiça do Peru determinou a prisão preventiva de Martín Vizcarra por cinco meses, em um caso de corrupção que remonta ao seu período como governador de Moquegua, há 11 anos. A decisão foi anunciada durante uma audiência em que o juiz Jorge Chávez alegou risco de fuga e perigo processual. Vizcarra, que governou o país de 2018 a 2020, foi surpreendido pela ordem, já que havia afirmado à imprensa que não esperava essa medida.
Após a audiência, o ex-presidente foi detido imediatamente por um policial. Ele será transferido para uma pequena prisão em uma base policial em Lima, onde já se encontram outros ex-presidentes, como Alejandro Toledo, Ollanta Humala e Pedro Castillo. O Ministério Público acusa Vizcarra de ter recebido subornos de 2,3 milhões de soles (aproximadamente US$ 640 mil) de empresas de construção em troca da concessão de obras públicas na região.
A promotoria sustenta que Vizcarra fazia parte de uma rede criminosa que operava por meio de licitações irregulares. O ex-presidente, que sempre se declarou inocente, pode enfrentar uma condenação de até 15 anos de prisão. Em 2024, as autoridades realizaram buscas em duas residências de Vizcarra como parte da investigação.
O contexto político no Peru é marcado por uma crise de corrupção, com quatro ex-presidentes atualmente presos. Vizcarra, que foi vice-presidente no governo de Pedro Pablo Kuczynski, assumiu a presidência após a renúncia deste, em meio a um escândalo envolvendo a empreiteira Odebrecht. Em 2019, ele dissolveu o Congresso e convocou novas eleições, mas foi destituído em 2020, o que gerou protestos que resultaram em mortes de manifestantes.
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