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Mãe de auditor fiscal investigado por fraude bilionária prestará depoimento ao MP de SP

Patrimônio de Kimio Mizukami cresce de R$ 411 mil para R$ 2 bilhões em dois anos, levantando suspeitas sobre esquema de corrupção e propinas

Os promotores do MP-SP, da esquerda para direita, Igor Volpato Bedone, João Ricupero, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, e o promotor Roberto Bodini durante coletiva de imprensa sobre a Operação Ícaro (Foto: Divulgação MP-SP)
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  • O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) convocou Kimio Mizukami da Silva para depor no dia 21 de agosto.
  • Kimio é mãe de Artur Gomes da Silva Neto, supervisor da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), investigado por corrupção.
  • O patrimônio de Kimio aumentou de R$ 411 mil em 2021 para R$ 2 bilhões em 2023, levantando suspeitas sobre a empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda.
  • A Smart Tax recebeu mais de R$ 60 milhões da Fast Shop em 2022 e movimentou mais de R$ 1 bilhão em valores brutos.
  • A Operação Ícaro resultou na prisão de empresários e revelou que Artur usava a Smart Tax para receber propinas em troca de benefícios fiscais.

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) convocou Kimio Mizukami da Silva, mãe de Artur Gomes da Silva Neto, para depor na próxima quarta-feira (21). Artur é supervisor da Sefaz-SP e é investigado por um esquema de corrupção que envolve propinas e créditos irregulares de ICMS. Kimio, de 73 anos, é sócia da Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., que, segundo o MP, funcionava como uma empresa de fachada para receber propinas.

O aumento patrimonial de Kimio é alarmante: seu patrimônio saltou de R$ 411 mil em 2021 para R$ 2 bilhões em 2023. Esse crescimento atípico foi o que motivou a investigação. Em 2022, a Smart Tax recebeu mais de R$ 60 milhões da Fast Shop, e, segundo relatórios, a empresa teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em valores brutos apenas dessa varejista.

A Operação Ícaro, que investiga o esquema, resultou na prisão de empresários e diretores de grandes empresas, incluindo Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e Mario Otávio Gomes, da Fast Shop. A promotoria alega que Artur utilizava a Smart Tax para receber propinas em troca de “assessoria tributária criminosa”. A empresa, que não possui funcionários e está registrada na casa do auditor, é considerada pelos investigadores como sem estrutura real.

Emails interceptados revelaram que Artur assinava contratos entre a Smart Tax e a Fast Shop, evidenciando seu papel central no esquema. O promotor Roberto Bodini destacou que o esquema é simples: contratar um funcionário público para obter benefícios fiscais. A investigação continua para identificar outros envolvidos e mapear a extensão do esquema.

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