- Deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) buscam instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para investigar um esquema tributário.
- O esquema, segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), desviou mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos e envolve auditores fiscais e empresas.
- O promotor de Justiça Roberto Bodini informou que outras empresas estão sendo investigadas por práticas semelhantes.
- Recentemente, o dono da Ultrafarma e o diretor da Fast Shop foram presos por suas ligações com o esquema.
- O auditor Arthur Gomes da Silva Neto é um dos principais alvos das investigações, utilizando uma empresa de fachada para emitir notas fiscais e solicitar ressarcimentos de ICMS ao estado.
Deputados do PT e PSOL estão mobilizando esforços para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O objetivo é investigar um esquema tributário que, segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), desviou mais de um bilhão de reais dos cofres públicos. A proposta enfrenta resistência, já que o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) possui maioria na Casa.
As investigações revelaram que auditores fiscais e empresas estariam envolvidos em um esquema de corrupção, onde pagamentos de propina garantiam benefícios fiscais. O promotor de Justiça Roberto Bodini afirmou que outras empresas estão sendo investigadas por práticas semelhantes. Recentemente, o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o diretor da Fast Shop, Mário Otávio Gomes, foram presos por suas ligações com o esquema.
Detalhes das Investigações
O auditor Arthur Gomes da Silva Neto é um dos principais alvos das investigações. Ele utilizava uma empresa de fachada, registrada em nome de sua mãe, para emitir notas fiscais e solicitar ressarcimentos de ICMS ao estado. O promotor João Ricupero destacou que o auditor tinha acesso ao certificado digital da Ultrafarma, o que lhe permitia realizar os pedidos diretamente no sistema da Secretaria da Fazenda.
Além disso, a empresa em nome da mãe do auditor declarou um patrimônio de 2 bilhões de reais, embora seu endereço oficial fosse a residência do funcionário público. As investigações continuam, e há indícios de que o esquema pode ser ainda mais amplo, envolvendo outros servidores públicos.
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