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Sidney Oliveira e diretor da Fast Shop são liberados após fiança de R$ 25 milhões

Empresários são liberados após fiança, enquanto auditor fiscal continua preso. Investigação revela esquema de propinas bilionárias em SP

Foto: Reprodução
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  • Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, foram liberados da prisão após pagamento de fiança de R$ 25 milhões.
  • Ambos estavam detidos na Operação Ícaro, que investiga um esquema de propinas e irregularidades fiscais.
  • O juiz Paulo Fernando Deroma de Mello impôs restrições, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados.
  • A prisão do auditor fiscal Arthur Gomes da Silva Neto foi prorrogada, enquanto outros envolvidos continuam detidos.
  • As investigações apontam um esquema de propinas e créditos irregulares de ICMS, com movimentações financeiras superiores a R$ 1 bilhão.

O empresário Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, foram liberados da prisão na tarde de sexta-feira, 15, após pagamento de fiança de R$ 25 milhões. Ambos estavam detidos na Operação Ícaro, que investiga um esquema de propinas e irregularidades fiscais envolvendo auditores da Secretaria da Fazenda de São Paulo.

A decisão do juiz Paulo Fernando Deroma de Mello impôs restrições, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados. O magistrado considerou a soltura “prematura”, mas acatou o pedido do Ministério Público, que não via mais a necessidade de custódia cautelar. O auditor fiscal Arthur Gomes da Silva Neto, apontado como operador do esquema, teve sua prisão prorrogada.

Detalhes da Operação

As investigações revelam um suposto esquema bilionário de propinas e créditos irregulares de ICMS. A empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., registrada em nome da mãe de Arthur, atuava como fachada para movimentações financeiras irregulares. Entre 2021 e 2022, a Smart Tax recebeu mais de R$ 1 bilhão em transações da Fast Shop, dando aparência de legalidade ao esquema.

O MPSP afirma que Arthur não apenas intermediava pedidos de benefícios fiscais, mas também acessava o sistema da Ultrafarma como se fosse a própria empresa, liberando créditos tributários indevidos. Outros envolvidos, como o empresário Celso Éder, permanecem detidos, enquanto sua esposa, Tatiane Araújo, foi liberada.

Reações e Implicações

A Ultrafarma não se manifestou sobre as acusações, enquanto a Fast Shop afirmou estar colaborando com as investigações. A Secretaria da Fazenda instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do auditor fiscal, reafirmando seu compromisso com a ética e a justiça fiscal. As investigações continuam, e novos desdobramentos são aguardados.

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