- O policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida foi preso no dia 17 de agosto, acusado de homicídio doloso pela morte do marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira.
- O crime ocorreu em 4 de julho, na estrada Ecoturística de Parelheiros, em São Paulo, quando Guilherme foi atingido por disparos do PM.
- Fábio foi inicialmente detido em flagrante por homicídio culposo, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 6.500.
- O Ministério Público solicitou sua prisão preventiva, alegando que sua liberdade poderia comprometer as investigações e intimidar testemunhas.
- As investigações estão a cargo do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, que aguarda laudos periciais para concluir o inquérito.
O policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida, de 35 anos, foi preso no último sábado, 17, após ser acusado de homicídio doloso pela morte do marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira. O crime ocorreu em 4 de julho, na estrada Ecoturística de Parelheiros, zona sul de São Paulo, quando Guilherme, ao voltar do trabalho, foi atingido por disparos feitos pelo PM.
Fábio foi inicialmente detido em flagrante por homicídio culposo, mas após pagar uma fiança de R$ 6.500, foi liberado para responder ao processo em liberdade. Desde então, ele estava afastado das funções operacionais, atuando apenas em atividades administrativas. O Ministério Público, no entanto, solicitou sua prisão preventiva, alegando que sua liberdade poderia comprometer as investigações e intimidar testemunhas.
Detalhes do Incidente
O policial relatou que foi abordado por cinco homens em motocicletas que tentaram roubá-lo. Em resposta, ele disparou, fazendo com que os supostos criminosos fugissem. Fábio alegou que, ao perceber o retorno do grupo, fez novos disparos, momento em que Guilherme foi atingido. A vítima, que corria em direção ao ponto de ônibus, foi atingida nas costas, resultando em morte por traumatismo cranioencefálico.
O promotor Everton Luiz Zanella destacou que a fiança concedida inicialmente foi inadequada, considerando a gravidade do ato. A denúncia do Ministério Público enfatiza que as imagens de câmeras de segurança mostram que Fábio disparou contra Guilherme de forma deliberada.
Investigações em Andamento
As investigações estão sob a responsabilidade do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, que aguarda laudos periciais para concluir o inquérito. O caso levanta questões sobre a conduta de agentes de segurança e a aplicação da lei em situações de uso de força letal, refletindo a complexidade das interações entre policiais e civis em contextos de violência urbana.
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