- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, autorizou a construção de 3,4 mil casas no assentamento E1, entre Jerusalém e Ma’ale Adumim.
- A decisão, apoiada pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, busca inviabilizar a criação de um Estado palestino.
- O projeto estava suspenso desde 2009 devido à oposição internacional, que teme que a expansão comprometa a viabilidade de um território palestino contíguo.
- A construção cortaria o acesso dos palestinos a Jerusalém, dividindo a Cisjordânia em duas partes.
- A União Europeia e a Organização das Nações Unidas (ONU) criticaram a decisão, pedindo que Israel a reverta para não prejudicar uma solução de dois Estados.
JERUSALÉM – O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, autorizou a construção de 3,4 mil casas no assentamento E1, localizado entre Jerusalém e Ma’ale Adumim. A decisão, apoiada pelo premiê Binyamin Netanyahu, visa inviabilizar a criação de um Estado palestino e foi anunciada em um evento com colonos judeus.
Desde 2009, o projeto estava suspenso devido à forte oposição internacional, que teme que a expansão dos assentamentos comprometa a viabilidade de um território palestino contíguo. Smotrich afirmou que o assentamento E1 “enterra a ideia de um Estado palestino” e faz parte de um plano de soberania do governo israelense.
A construção proposta cortaria o acesso dos palestinos a Jerusalém, dividindo a Cisjordânia em duas regiões. Atualmente, cerca de 700 mil colonos judeus residem em aproximadamente 160 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, áreas que deveriam ser parte de um futuro Estado palestino, segundo o grupo israelense Peace Now.
Reações Internacionais
A decisão de Smotrich enfrenta críticas severas da comunidade internacional. A União Europeia rejeitou qualquer mudança territorial que não faça parte de um acordo político, enquanto um porta-voz da ONU pediu que Israel reverta a decisão para não inviabilizar uma solução de dois Estados.
O Conselho Supremo de Planejamento de Israel deve se reunir na próxima semana para discutir a aprovação final do plano, que já gera polêmica. Smotrich destacou que a expansão é uma resposta ao movimento internacional de reconhecimento da Palestina, liderado pela França.
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