Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Israel avança com plano que compromete a criação de um Estado palestino

Ministro Bezalel Smotrich aprova construção de 3,4 mil casas em E1, desafiando a comunidade internacional e complicando a paz na região

O ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, exibe um mapa de uma área próxima ao assentamento de Ma’ale Adumim, um corredor terrestre conhecido como E1, nos arredores de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, em 14 de agosto de 2025, após uma coletiva de imprensa no local. (Foto: Menahem Kahana/AFP)
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, autorizou a construção de 3,4 mil casas no assentamento E1, entre Jerusalém e Ma’ale Adumim.
  • A decisão, apoiada pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, busca inviabilizar a criação de um Estado palestino.
  • O projeto estava suspenso desde 2009 devido à oposição internacional, que teme que a expansão comprometa a viabilidade de um território palestino contíguo.
  • A construção cortaria o acesso dos palestinos a Jerusalém, dividindo a Cisjordânia em duas partes.
  • A União Europeia e a Organização das Nações Unidas (ONU) criticaram a decisão, pedindo que Israel a reverta para não prejudicar uma solução de dois Estados.

JERUSALÉM – O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, autorizou a construção de 3,4 mil casas no assentamento E1, localizado entre Jerusalém e Ma’ale Adumim. A decisão, apoiada pelo premiê Binyamin Netanyahu, visa inviabilizar a criação de um Estado palestino e foi anunciada em um evento com colonos judeus.

Desde 2009, o projeto estava suspenso devido à forte oposição internacional, que teme que a expansão dos assentamentos comprometa a viabilidade de um território palestino contíguo. Smotrich afirmou que o assentamento E1 “enterra a ideia de um Estado palestino” e faz parte de um plano de soberania do governo israelense.

A construção proposta cortaria o acesso dos palestinos a Jerusalém, dividindo a Cisjordânia em duas regiões. Atualmente, cerca de 700 mil colonos judeus residem em aproximadamente 160 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, áreas que deveriam ser parte de um futuro Estado palestino, segundo o grupo israelense Peace Now.

Reações Internacionais

A decisão de Smotrich enfrenta críticas severas da comunidade internacional. A União Europeia rejeitou qualquer mudança territorial que não faça parte de um acordo político, enquanto um porta-voz da ONU pediu que Israel reverta a decisão para não inviabilizar uma solução de dois Estados.

O Conselho Supremo de Planejamento de Israel deve se reunir na próxima semana para discutir a aprovação final do plano, que já gera polêmica. Smotrich destacou que a expansão é uma resposta ao movimento internacional de reconhecimento da Palestina, liderado pela França.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais