- Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou a solicitação do Departamento de Justiça para desclassificar registros do grande júri sobre Ghislaine Maxwell.
- O juiz Paul Engelmayer afirmou que os documentos não trariam informações novas significativas sobre os crimes de Maxwell ou a morte de Jeffrey Epstein.
- A decisão não alivia a pressão sobre Donald Trump e sua base, que busca mais esclarecimentos sobre o caso Epstein.
- A desclassificação foi solicitada para apaziguar apoiadores de Trump, que acreditam em teorias de conspiração sobre o suicídio de Epstein.
- Maxwell, condenada a 20 anos de prisão, se opôs à desclassificação e busca imunidade em troca de informações ao procurador-geral.
Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou a solicitação do Departamento de Justiça para desclassificar os registros do grande júri que acusaram Ghislaine Maxwell, associada de Jeffrey Epstein, por tráfico sexual. A decisão foi tomada pelo juiz Paul Engelmayer, em Manhattan, que afirmou que os documentos não trariam informações novas significativas sobre os crimes de Maxwell ou a morte de Epstein, ocorrida em agosto de 2019.
Engelmayer destacou que a alegação do governo de que a desclassificação revelaria novos dados era “demonstravelmente falsa”. Segundo ele, quem já conhecia o processo judicial de Maxwell não aprenderia nada novo com os materiais propostos para desclassificação. A decisão não alivia a pressão sobre Donald Trump e sua base, que busca esclarecimentos sobre o caso Epstein e a morte do financista.
A solicitação de desclassificação foi motivada pela necessidade de apaziguar a base radical do movimento MAGA, que acredita em teorias de conspiração sobre o suicídio de Epstein. Trump, que havia prometido divulgar documentos relacionados ao caso se fosse reeleito, enfrenta críticas por não ter cumprido essa promessa. Em julho, o Departamento de Justiça afirmou que a lista de clientes de Epstein não existia, gerando descontentamento entre os apoiadores do ex-presidente.
Implicações para Maxwell e Trump
A decisão do juiz também traz um pequeno alívio para Maxwell, que se opunha à desclassificação dos registros. A herdeira britânica, condenada a 20 anos de prisão, tem buscado imunidade em troca de informações ao procurador-geral. Recentemente, ela foi convocada pelo Comitê de Supervisão da Câmara de Representantes, que adiou sua audiência até que o Supremo Tribunal decida sobre sua apelação.
Enquanto isso, o comitê convocou figuras proeminentes, como o ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, para depor sobre o caso. A situação continua a gerar um intenso debate político, com repercussões significativas para Trump e sua base, que se sente frustrada com a falta de transparência em torno do caso Epstein.
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