- Um soldado da Nova Zelândia foi condenado por tentativa de espionagem, sendo a primeira condenação desse tipo no país.
- Ele ofereceu informações militares a um agente disfarçado que se passava por representante de uma potência estrangeira.
- O tribunal militar revelou que o soldado possuía vídeos do ataque a duas mesquitas em Christchurch, que deixou 51 mortos em março de 2019.
- Durante a investigação, o governo monitorou o soldado após ele expressar desejo de desertar e contatar um terceiro.
- A sentença será anunciada em breve, após a confissão do soldado, que admitiu ser membro de grupos extremistas.
Um soldado da Nova Zelândia foi condenado por tentativa de espionagem, marcando a primeira condenação desse tipo no país. O tribunal militar revelou que o homem ofereceu informações militares a um agente disfarçado, que se passava por representante de uma potência estrangeira. O nome do soldado e detalhes sobre o país para o qual ele tentava espionar foram mantidos em sigilo.
Durante o julgamento, o soldado demonstrou emoção ao ouvir as evidências contra ele, enquanto familiares o apoiavam. Ele se declarou culpado de tentativa de espionagem, acesso indevido a sistemas computacionais e posse de material considerado ofensivo. Entre os itens encontrados em sua residência, estavam vídeos do ataque a duas mesquitas em Christchurch, que resultou na morte de 51 pessoas em março de 2019.
Contexto do Caso
O soldado se tornou alvo de investigação após o ataque em Christchurch, que levou a um aumento na vigilância sobre grupos extremistas de direita na Nova Zelândia. A corte ouviu que, após o ataque, o governo começou a monitorá-lo, descobrindo que ele havia contatado um terceiro, expressando desejo de desertar. O agente disfarçado então se aproximou, e o soldado ofereceu mapas e fotografias de bases militares, além de informações sobre vulnerabilidades em instalações militares.
Durante a busca em sua casa, foram encontrados munições de serviço e um computador com gravações do ataque e o manifesto do atirador. O soldado admitiu ser membro de grupos extremistas, mas alegou que não se envolviam em atividades ilegais. Ele expressou que sua intenção era deixar a Nova Zelândia em busca de segurança.
O tribunal militar, composto por três oficiais e um juiz, deve anunciar a sentença em breve, após aceitar a confissão do soldado. Este caso é um marco na história da Nova Zelândia, refletindo a crescente preocupação com a segurança nacional e a vigilância sobre extremismos.
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