- A marca suíça Swatch retirou um anúncio após ser acusada de racismo por um gesto de “olhos puxados” feito por um modelo asiático.
- A reação nas redes sociais chinesas foi intensa, com pedidos de boicote aos produtos da marca.
- Em resposta, a Swatch pediu desculpas e reconheceu as “preocupações recentes”, mas muitos usuários consideraram a resposta insuficiente.
- A China é um mercado importante para a Swatch, que já enfrenta dificuldades devido à desaceleração econômica, com queda de 11,2% nas vendas líquidas nos primeiros seis meses do ano.
- A Swatch não é a primeira marca a enfrentar críticas por publicidade considerada racista na China; Dolce & Gabbana e Dior também passaram por polêmicas semelhantes.
A marca suíça Swatch retirou um anúncio publicitário após ser acusada de racismo por um gesto considerado ofensivo. O modelo asiático na campanha fez um movimento de “olhos puxados”, que gerou forte reação nas redes sociais chinesas, incluindo pedidos de boicote.
Em uma postagem no Instagram e na plataforma Weibo, a Swatch reconheceu as “preocupações recentes” sobre a representação do modelo e pediu desculpas por qualquer mal-entendido. A empresa afirmou ter removido o material promocional em todo o mundo. No entanto, muitos usuários não se mostraram satisfeitos com a resposta e continuaram a exigir um boicote aos produtos do grupo Swatch, que inclui marcas como Blancpain, Longines e Tissot.
Um influenciador no Weibo, com mais de um milhão de seguidores, acusou a marca de “racismo contra os chineses” e sugeriu que deveria ser punida por reguladores. Outros internautas criticaram a Swatch por discriminação deliberada, afirmando que um simples pedido de desculpas não seria suficiente para restaurar a imagem da marca.
Impacto no Mercado
A China representa um dos maiores mercados para o grupo Swatch, que, assim como outras marcas de luxo ocidentais, enfrenta dificuldades para manter o crescimento em meio à desaceleração da economia chinesa. Recentemente, a empresa reportou uma queda de 11,2% nas vendas líquidas nos primeiros seis meses do ano, atribuída à fraca demanda no país.
A Swatch não é a primeira marca estrangeira a enfrentar críticas por publicidade considerada racista na China. Em 2018, a Dolce & Gabbana foi alvo de polêmica após veicular vídeos que mostravam uma modelo chinesa usando hashis de forma desajeitada. Em 2023, a Dior também gerou indignação com um anúncio que incluía um gesto semelhante ao da Swatch.
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