- Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo, é suspeito de receber propinas em um esquema de manipulação de créditos de ICMS.
- Ele foi preso durante a Operação Ícaro, que investiga um esquema de corrupção.
- Artur pediu exoneração do cargo e sua defesa argumenta que a prisão deve ser substituída por medidas cautelares, citando risco de suicídio.
- Um laudo médico da Polícia Federal aponta sintomas graves de depressão, sugerindo que a prisão pode aumentar o risco de suicídio.
- O Ministério Público de São Paulo pediu a conversão da prisão temporária em preventiva, alegando que Artur pode ocultar provas e prejudicar as investigações.
Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo, é suspeito de receber propinas em um esquema de manipulação de créditos de ICMS. Ele foi preso durante a Operação Ícaro, que investiga um esquema bilionário de corrupção. Recentemente, Artur pediu exoneração do cargo, enquanto sua defesa argumenta que a prisão deve ser substituída por medidas cautelares, citando um laudo médico que aponta risco de suicídio.
O pedido de exoneração foi protocolado na segunda-feira, 18, e será analisado pelo Departamento de Recursos Humanos da Fazenda. A defesa, liderada pelo advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, alega que a saída do cargo demonstra boa fé e que Artur não representa mais risco à investigação. O laudo médico, elaborado pela Polícia Federal, destaca sintomas graves de depressão, como *agitação mental e perda de interesse pela vida*, e sugere que a permanência na prisão pode aumentar o risco de suicídio.
O Ministério Público de São Paulo, por sua vez, pediu a conversão da prisão temporária de Artur em preventiva, argumentando que ele pode tentar ocultar provas e prejudicar as investigações. A promotoria considera que uma carta apreendida em sua residência, onde Artur expressa preocupações sobre ser descoberto, é uma evidência de sua intenção de continuar com atividades ilícitas. O documento menciona o perigo de assinar “novas liberações de imposto”.
A defesa de Artur argumenta que, assim como outros investigados que já foram liberados, ele poderia ser submetido a medidas cautelares, como prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Os advogados sustentam que essas alternativas garantiriam a integridade da investigação sem comprometer a liberdade do auditor. A decisão sobre a prisão de Artur caberá ao juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, da 1.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de São Paulo.
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