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Petista tenta derrubar presidente da CPMI do INSS com apoio de Cunha e Lira

Carlos Zarattini busca destituir Carlos Viana da CPMI do INSS após manobra da oposição bolsonarista surpreender o governo Lula

Carlos Zarattini (PT-SP), deputado federal (Foto: Lúcio Bernardo Jr.)
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  • O deputado Carlos Zarattini propôs a destituição do senador Carlos Viana da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
  • Zarattini alegou falta de acordo na votação que elegeu Viana, que recebeu 17 votos.
  • A eleição de Viana foi uma manobra da oposição bolsonarista, surpreendendo o governo Lula.
  • Zarattini citou precedentes de destituições de presidentes de comissões, mas Eduardo Cunha defendeu que mudanças devem ocorrer apenas em casos de troca de partido.
  • A estratégia da oposição, que incluiu um silêncio tático, foi fundamental para o sucesso da manobra, considerada uma vitória significativa para os bolsonaristas.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) propôs a destituição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) da presidência da CPMI do INSS, alegando falta de acordo na votação. Viana, que foi eleito com 17 votos, representa uma manobra da oposição bolsonarista que surpreendeu o governo Lula e o comando do Legislativo.

Zarattini, um dos vice-líderes do governo, citou precedentes em que presidentes da Câmara, como Arthur Lira (PP-AL) e Eduardo Cunha (Republicanos-RJ), destituíram presidentes de comissões em situações semelhantes. Ele argumenta que o resultado da votação deveria ser anulado, pois não houve consenso prévio. Cunha, ao ser consultado, defendeu que as mudanças em presidências de comissões devem ocorrer apenas em casos de troca de partido.

A eleição de Viana para a CPMI ocorreu em uma articulação noturna da oposição, que se mobilizou para surpreender a base governista, desmobilizada e acreditando que a comissão estava sob controle. Essa vitória é considerada uma das mais expressivas dos bolsonaristas neste ano.

Após sua eleição, Viana nomeou o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator da comissão. Antes dessa reviravolta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), havia indicado o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do governo, para a presidência da CPMI. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também havia escolhido o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) como relator.

A estratégia da oposição, que incluiu um silêncio tático, foi fundamental para o sucesso da manobra. Tanto oposicionistas quanto governistas reconheceram que a articulação foi uma vitória significativa para os bolsonaristas, que conseguiram desestabilizar o governo em um momento crítico.

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