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Presidentes latino-americanos criticam envio de navios de guerra à Venezuela

EUA enviam destróieres ao Caribe e intensificam sanções ao Cartel de los Soles, enquanto Maduro mobiliza milicianos para defesa nacional

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, gesticula durante uma cerimônia na base militar de Fort Tiuna, durante a posse presidencial em Caracas, em 10 de janeiro de 2025 (Foto: Juan Barreto/AFP).
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  • Os Estados Unidos enviaram três destróieres da classe Arleigh Burke ao Caribe, próximo à Venezuela, como parte de uma estratégia para combater cartéis de drogas.
  • A presidente do México, Claudia Sheinbaum, criticou a ação militar, defendendo o diálogo e a não intervenção.
  • O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, alertou que uma invasão americana não resolveria os problemas da Venezuela e poderia ter consequências graves.
  • Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos para defender o território venezuelano, afirmando que “nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela”.
  • O Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções ao Cartel de los Soles, classificando-o como organização terrorista e aumentando a recompensa por informações sobre Maduro para $ 50 milhões.

Os Estados Unidos intensificaram suas ações contra o governo de Nicolás Maduro, enviando três destróieres da classe Arleigh Burke ao Caribe, próximo à costa da Venezuela. A manobra, parte de uma estratégia para combater cartéis de drogas, gerou reações diversas entre líderes latino-americanos.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, criticou as ações militares, afirmando que todas as disputas devem ser resolvidas por meio do diálogo. Ela reiterou o compromisso de seu governo com a não intervenção e a autodeterminação dos povos, conforme previsto na Constituição mexicana. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou, alertando que uma invasão americana não resolveria os problemas da Venezuela e poderia ter consequências graves para a região.

Em resposta às movimentações dos EUA, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos, destacando a defesa do território venezuelano. Durante um discurso, ele afirmou que “nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela”, reforçando sua posição contra a presença militar americana.

O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre a situação, enquanto o presidente argentino, Javier Milei, aliado de Trump, compartilhou uma mensagem da Embaixada dos EUA, mas não fez comentários diretos sobre o assunto. Recentemente, o Tesouro dos EUA impôs sanções ao Cartel de los Soles, classificando-o como uma organização terrorista, e aumentou a recompensa por informações sobre Maduro para US$ 50 milhões.

Outros países da região, como Equador e Paraguai, também estão atentos à situação. O presidente equatoriano, Daniel Noboa, instruiu seu governo a investigar possíveis ligações entre o cartel venezuelano e gangues locais, enquanto o Senado paraguaio declarou o grupo como uma organização terrorista, aguardando a sanção do presidente Santiago Peña.

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