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Novo questiona cumprimento da Lei Magnitsky por Caixa e Banco do Brasil

Partido Novo busca garantir que instituições financeiras brasileiras respeitem sanções internacionais após bloqueio de ativos de ministro do STF

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou lei Magnitsky para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Foto: Rosinei Coutinho/STF/Divulgação)
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  • O partido Novo protocolou um requerimento de informação ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em 21 de agosto de 2025.
  • O objetivo é esclarecer se o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão cumprindo a Lei Magnitsky dos Estados Unidos.
  • A lei permite o bloqueio de ativos de indivíduos sancionados, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
  • O líder do partido, Marcel van Hattem, destacou a falta de transparência nas práticas de compliance das instituições estatais, alertando para riscos ao sistema financeiro brasileiro.
  • O requerimento busca informações sobre políticas internas e comunicações com autoridades estrangeiras.

A bancada do partido Novo na Câmara dos Deputados protocolou um requerimento de informação ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira, 21, para esclarecer se o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão em conformidade com a Lei Magnitsky dos Estados Unidos. A lei, que permite o bloqueio de ativos de indivíduos sancionados, foi aplicada recentemente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A sanção imposta pelo governo americano impede Moraes de acessar serviços de instituições financeiras que operam com o dólar, o que, segundo especialistas, pode ser considerado uma “morte financeira” para os afetados. O líder do partido, Marcel van Hattem (Novo-RS), destacou a falta de transparência nas práticas de compliance das instituições estatais, alertando que isso pode representar riscos significativos para o sistema financeiro brasileiro.

Estamos falando de sanções internacionais com efeitos extraterritoriais, afirmou Van Hattem. Ele enfatizou que bancos que ignorarem essas sanções podem perder acesso ao sistema financeiro global, o que teria consequências graves não apenas para as instituições, mas para a economia do país como um todo. O requerimento do Novo surge em um contexto em que a decisão do ministro Flávio Dino determina que sanções de outros países precisam de aval do STF para serem aplicadas no Brasil.

Com o pedido de informação, o partido espera obter detalhes sobre as políticas internas, manuais de procedimentos e possíveis comunicações com autoridades estrangeiras. Além de Van Hattem, o requerimento é assinado pelos deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).

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