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Parlamento do Camboja aprova lei que retira cidadania de colaboradores estrangeiros

Nova lei no Camboja permite revogação de cidadania por colaboração com estrangeiros, aumentando a repressão à oposição e ameaçando a liberdade de expressão

Parlamento do Camboja aprova projeto de lei que permite retirar cidadania de quem 'colaborar' com países estrangeiros (Foto: AFP)
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  • Deputados do Camboja aprovaram uma nova lei que permite a revogação da cidadania de cidadãos acusados de colaborar com países estrangeiros.
  • A medida foi aprovada por unanimidade entre os 120 legisladores presentes e visa proteger a segurança nacional, segundo o ministro do Interior, Sar Sokha.
  • Grupos de direitos humanos expressaram preocupações sobre o potencial de abuso da lei, que pode ser usada para perseguir dissidentes.
  • Uma coalizão de 50 organizações não governamentais alertou que a nova legislação pode devastar a liberdade de expressão no país.
  • A revogação da cidadania foi facilitada por uma emenda constitucional recente, em um contexto de crescente repressão à oposição política no Camboja.

Deputados do Camboja aprovaram, nesta segunda-feira, uma nova lei que permite a revogação da cidadania de cidadãos acusados de colaborar com países estrangeiros. A medida, aprovada por unanimidade entre os 120 legisladores presentes, é vista como uma ferramenta para silenciar a oposição política e restringir a liberdade de expressão.

A legislação, que ainda precisa ser ratificada pela Câmara Alta do Parlamento, foi defendida pelo ministro do Interior, Sar Sokha, que alegou a necessidade de proteger a segurança nacional. No entanto, grupos de direitos humanos expressaram preocupações sobre o potencial de abuso da lei, que pode ser utilizada para perseguir dissidentes e restringir o debate político.

Uma coalizão de 50 ONGs alertou que a nova lei terá um efeito devastador sobre a liberdade de expressão no país. A nota emitida por essas organizações destaca que a redação vaga da legislação pode levar a abusos contra indivíduos com base em etnia, opiniões políticas e ativismo.

A revogação da cidadania foi facilitada por uma emenda constitucional recente, que alterou o direito incondicional à nacionalidade. A repressão à oposição no Camboja tem se intensificado, com líderes e ativistas enfrentando processos judiciais e prisões. O líder da oposição, Kem Sokha, cumpre uma pena de 27 anos de prisão por traição, uma acusação que ele nega.

A situação política no Camboja continua a se deteriorar, com a independência do judiciário comprometida e a liberdade de expressão severamente limitada. A aprovação da nova lei é mais um passo na crescente repressão ao dissenso no país.

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