- A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia seus trabalhos nesta terça-feira, com a definição do plano de trabalho e análise de 833 requerimentos.
- As solicitações incluem convocações de servidores e do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, que deixou o governo após investigações sobre fraudes em aposentadorias.
- A CPI foi instalada na semana passada, em meio a tensões políticas, após o governo Lula enfrentar uma derrota na escolha da presidência e relatoria.
- O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente, enquanto a relatoria ficou com o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
- O governo busca garantir a vice-presidência da comissão e controlar a narrativa sobre as fraudes, associando-as à gestão de Jair Bolsonaro.
Os trabalhos da CPI do INSS iniciam nesta terça-feira, com a definição do plano de trabalho e análise de 833 requerimentos. As solicitações incluem convocações de servidores e do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, que deixou o governo após investigações sobre fraudes em aposentadorias.
A CPI foi instalada na semana passada, em um contexto de tensão política, após o governo Lula enfrentar uma derrota na escolha da presidência e relatoria. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) venceu o favorito Omar Aziz (PSD-AM), enquanto a relatoria ficou com o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), em uma reviravolta que gerou críticas internas na base governista.
O governo busca garantir a vice-presidência da comissão, com uma estratégia que visa associar as fraudes à gestão de Jair Bolsonaro, evitando desgastes para a atual administração. O Palácio do Planalto formou uma tropa de choque na CPI, com o objetivo de controlar a narrativa e impedir que um dos irmãos do presidente se torne alvo das investigações.
Entre os requerimentos a serem votados, estão convocações de servidores e a presença de Lupi, que é um ponto sensível para o governo. Com 32 integrantes na comissão, o governo conta com uma maioria estreita de 16 ou 17 membros, o que aumenta o risco de novos revés. As reuniões estratégicas têm sido intensificadas para garantir que a CPI não se torne um espaço de oposição.
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