- O Itamaraty formalizou o pedido de extradição de Eduardo Tagliaferro à Itália em 25 de agosto.
- Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, é investigado por violação de sigilo funcional e obstrução de investigações sobre atos antidemocráticos.
- O pedido foi enviado após solicitação do Ministério da Justiça, e Tagliaferro nega as acusações, alegando perseguição política.
- Ele planeja apresentar uma denúncia contra Moraes no Parlamento Europeu, afirmando ter informações comprometedores sobre o ministro.
- As acusações incluem coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O Itamaraty formalizou, nesta segunda-feira, 25 de agosto, o pedido de extradição de Eduardo Tagliaferro à Itália. O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes é alvo de denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes como violação de sigilo funcional e obstrução de investigações relacionadas a atos antidemocráticos.
O pedido foi enviado ao governo italiano após a solicitação de Moraes, formalizada pelo Ministério da Justiça. Tagliaferro, que se mudou para a Itália, nega as acusações e alega ser vítima de perseguição política. Ele também planeja apresentar uma denúncia contra Moraes no Parlamento Europeu, afirmando ter informações comprometedores sobre o ministro.
Acusações e Contexto
As acusações contra Tagliaferro incluem coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A PGR alega que ele vazou informações confidenciais obtidas durante seu tempo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o objetivo de obstruir investigações e beneficiar interesses pessoais e de terceiros. Em abril, a Polícia Federal já havia indiciado Tagliaferro por violação de sigilo funcional.
O ex-assessor, que atuou na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, é associado a um grupo de bolsonaristas que critica Moraes. Paulo Gonet, procurador-geral, destacou que a saída de Tagliaferro do Brasil indica um alinhamento com uma organização criminosa, potencializando reações contra as autoridades responsáveis pelas investigações.
Repercussões e Desdobramentos
Tagliaferro, que se declarou perseguido, anunciou que revelaria os bastidores de seu trabalho no gabinete de Moraes. Ele afirmou ter “bastante coisa” contra o ministro, que, segundo ele, “destruiu sua vida e de várias pessoas”. O Tratado de Extradição entre Brasil e Itália, em vigor desde 1989, agora aguarda análise das autoridades italianas sobre o pedido formalizado pelo Brasil.
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