- O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro estão sendo investigados por tentativas de interferir em processos judiciais relacionados a um golpe de Estado.
- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, afirmou que Eduardo praticou “atuação delitiva” para influenciar o andamento do processo.
- Moraes determinou monitoramento policial em tempo integral das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
- A Polícia Federal indiciou ambos por coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
- A Procuradoria-Geral da República deve decidir sobre uma possível denúncia que pode resultar em nova ação penal no Supremo Tribunal Federal.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, estão sob investigação por tentativas de interferir em processos judiciais relacionados a um golpe de Estado. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que Eduardo praticou “atuação delitiva” para influenciar o andamento do processo, que será julgado na Primeira Turma a partir de 2 de outubro.
Em despacho assinado nesta terça-feira, Moraes determinou monitoramento policial em tempo integral das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar. O ministro destacou que a possibilidade de fuga do ex-presidente é real, especialmente com o julgamento se aproximando. A Polícia Federal já indiciou ambos por coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A investigação aponta que Eduardo e Jair utilizaram de violência ou grave ameaça para tentar influenciar decisões judiciais. Moraes também mencionou que Eduardo tem promovido ataques contra ele, especialmente após a divulgação do relatório da PF. O deputado, que reside nos Estados Unidos desde março, articula com aliados a aplicação de sanções a autoridades brasileiras, incluindo o uso da Lei Magnitsky contra Moraes.
As ações dos Bolsonaros são vistas como uma tentativa de evitar um pronunciamento judicial definitivo sobre Jair. O ex-presidente admitiu ter enviado R$ 2 milhões ao filho, o que levanta mais suspeitas sobre a relação entre eles e as tentativas de interferência no processo judicial. A Procuradoria-Geral da República (PGR) agora deve decidir sobre uma eventual denúncia que pode resultar em nova ação penal no STF.
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