- A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu cinco pessoas em uma operação contra extorsão em motéis.
- O grupo exigia até R$ 15 mil para manter em segredo infidelidades.
- Os criminosos monitoravam as vítimas, fotografando veículos nas entradas e saídas dos motéis.
- A operação, chamada Segredo de Alcova, cumpriu nove mandados judiciais e apreendeu documentos e celulares.
- A investigação começou após uma denúncia em junho, e até agora foram identificadas dez vítimas.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Segredo de Alcova, resultando na prisão de cinco pessoas envolvidas em uma quadrilha que extorquia clientes de motéis. O grupo exigia até R$ 15 mil para manter em segredo infidelidades, utilizando táticas de monitoramento e ameaças.
Os criminosos atuavam de forma organizada, com um membro responsável por fotografar veículos, principalmente de luxo, nas entradas e saídas dos motéis. Outros integrantes, inclusive de dentro do sistema prisional, coletavam dados pessoais das vítimas. A operação cumpriu nove mandados judiciais, resultando em prisões e na apreensão de documentos e celulares.
A investigação começou após uma denúncia em junho, quando uma vítima relatou ter recebido ameaças logo após visitar um motel. O delegado Ebert Moreira Neto destacou que a quadrilha se passava por detetives particulares, contratados pelos cônjuges das vítimas, para extorquir dinheiro. Até o momento, foram identificadas dez vítimas, mas o número real pode ser maior, já que muitos se sentem constrangidos para denunciar.
Modo de Operação
Entre os detidos, uma mulher de 27 anos foi identificada como responsável pelo monitoramento das vítimas. Ela se hospedava em motéis para registrar a entrada e saída de clientes, repassando essas informações ao grupo. A colaboração dos motéis foi fundamental, pois forneceram imagens que ajudaram na identificação dos envolvidos.
A investigação apura crimes de extorsão e associação criminosa, sem descartar a possibilidade de outros indivíduos estarem envolvidos. O delegado Moreira Neto observou uma mudança nas táticas de facções criminosas, que agora utilizam ameaças em vez de violência física para extorquir suas vítimas. O caso ressalta a necessidade de atenção a novos tipos de crimes que afetam a privacidade e a segurança das pessoas.
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