- Facções rivais da FARC realizaram ataques simultâneos na Colômbia, resultando na morte de 13 policiais.
- O grupo liderado por Iván Mordisco atacou uma base militar em Cali com cilindros-bomba.
- O grupo de Calarcá derrubou um helicóptero antinarcóticos em Amalfi, utilizando drones com explosivos.
- O governo colombiano endureceu sua postura contra Mordisco, considerando seu grupo como organização terrorista, mas mantém diálogos com Calarcá.
- A fragmentação das disidências continua a complicar as negociações de paz, com Mordisco e Calarcá em conflito aberto.
As disidências da FARC intensificaram sua atividade armada na Colômbia, com ataques simultâneos que resultaram na morte de 13 policiais. As facções lideradas por Iván Mordisco e Calarcá Córdoba se enfrentaram em ações violentas, destacando a fragilidade da segurança no país.
Na última semana, o grupo de Mordisco atacou uma base militar em Cali utilizando cilindros-bomba, enquanto Calarcá derrubou um helicóptero antinarcóticos em Amalfi, no departamento de Antioquia. Este incidente, considerado o pior golpe contra a força pública durante o governo de Gustavo Petro, envolveu o uso de drones com explosivos, segundo relatos iniciais.
Apesar da gravidade dos ataques, o governo colombiano mantém diálogos com Calarcá, que se distanciou de Mordisco. Calarcá, que começou sua trajetória nas FARC nos anos 90, emergiu como uma figura proeminente entre as disidências, com cerca de 2.500 homens armados sob seu comando. A mesa de negociações com seu grupo foi reativada há um mês, mas a situação se complica com os confrontos entre as facções.
O presidente Petro endureceu sua postura contra Mordisco, considerando seu grupo e outros como organizações terroristas. A decisão de não incluir Calarcá nessa categorização reflete a complexidade das relações entre as disidências. O diálogo com Calarcá é a única mesa de paz nacional restante, mas o líder advertiu que o tempo para um acordo está se esgotando.
A fragmentação das disidências, que começou após o acordo de paz de 2016, continua a desafiar o governo. Mordisco e Calarcá se declararam em guerra, o que ameaça qualquer avanço nas negociações. A situação permanece tensa, com a possibilidade de novos confrontos e a necessidade urgente de soluções para a paz na Colômbia.
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