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Defesa de Bolsonaro acusa confusão mental e pede prisão domiciliar

Defesa alega que interação de medicamentos provoca confusão mental de Bolsonaro e explicaria violação da tornozeleira; pede prisão domiciliar humanitária

Defesa de Jair Bolsonaro cita "confusão mental" e pede prisão domiciliar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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  • A defesa de Jair Bolsonaro atribui a violação da tornozeleira a uma interação de medicamentos e a um quadro de confusão mental, não a uma tentativa de romper o dispositivo.
  • A violação é citada como um dos fundamentos da prisão preventiva decretada no sábado, com prazo de 24 horas para resposta dos advogados, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Os advogados reiteram o pedido de prisão domiciliar humanitária, destacando comorbidades e uso de diversos fármacos que atuam no sistema nervoso central.
  • O boletim médico aponta que a pregabalina, introduzida por outro médico, interagiu com clorpromazina e gabapentina, causando alterações mentais; a defesa afirma que houve alucinação e tentativa de abrir a tampa, não ruptura da pulseira.
  • A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal anexou vídeo da avaliação do equipamento, que mostra integridade da pulseira; defesa sustenta que não houve fuga e que a saúde do ex-presidente deve ser reavaliada para a prisão preventiva.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro chegou ao Supremo Tribunal Federal com um argumento médico para explicar a violação da tornozeleira eletrônica. Segundo os advogados, o episódio decorreu de uma interação entre medicamentos, especialmente a pregabalina, e o uso de clorpromazina e gabapentina, não de uma tentativa de ruptura do dispositivo. A situação ocorreu após a prisão decretada no fim de semana.

A peça enviada ao STF afirma que não houve tentativa de romper a pulseira, mas sim um quadro de confusão mental induzido pela combinação de remédios. O boletim cita que Bolsonaro começou a sentir novos efeitos colaterais no feriado de quinta-feira, com alterações no estado de consciência.

Segundo o documento, a equipe médica que acompanha o ex-presidente desde a última internação, em abril, não estava ciente da inclusão da pregabalina por uma segunda médica. A defesa sustenta ainda que o episódio não representa risco de fuga, pois a residência fica sob vigilância contínua de policiais federais dentro de um condomínio fechado.

A defesa reforça a necessidade de reavaliar a prisão preventiva à luz de novas informações de saúde e do suposto quadro de confusão mental. O grupo de advogados também aponta que o acesso à residência foi rapidamente viabilizado pela própria Bolsonaro, com a substituição imediata da tornozeleira, conforme registro da Seap.

Defesa aponta que a confusão mental é decorrência de medicamentos

A defesa diz que a suposta violação ocorreu em razão de alucinações associadas aos remédios, e não de uma ação deliberada. Trechos do vídeo anexado pela Seap seriam compatíveis com fala arrastada e confusa, em vez de desfechos de fuga ou de desligamento do equipamento.

A Seap, por sua vez, anexou aos autos imagens que mostrariam a suposta integridade do dispositivo. Os advogados afirmam que o estado de saúde de Bolsonaro exige avaliação independente, para evitar decisões baseadas apenas em relatos pontuais.

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