- STF decretou a prisão preventiva de Alexandre Ramagem em novembro, ligado a suposto planejamento de golpe de Estado, com condenação de 16 anos na Ação Penal nº 2668 (núcleo 1).
- A Polícia Federal investiga rota de saída do Brasil; ainda não há confirmação de relação entre a prisão e fuga, com hipótese de saída por fronteira terrestre em apuração.
- Ramagem permanecia registrado como “em exercício” na Câmara dos Deputados, mesmo ausente, com participação remota.
- A esposa, Rebeca Ramagem, informou que a família deixou o Brasil e está nos Estados Unidos há uma semana para proteger a família, alegando ausência de garantia de justiça imparcial.
- Ela disse que são vítimas de lawfare e perseguição política, e que pretendem retornar e defender seus valores, mantendo a esperança de um Brasil mais justo.
A prisão preventiva do deputado Alexandre Ramagem foi decretada pelo STF no dia 19 de novembro, no contexto de investigações sobre possível planejamento de golpe de Estado. O deputado, condenado a 16 anos na Ação Penal nº 2668, é acusado de atuar em um suposto esquema entre o fim de 2022 e 8 de janeiro de 2023. A Polícia Federal apura a rota de saída do país, ainda sem confirmação de que a ordem de prisão tenha relação direta com a fuga.
Mesmo afastado das funções, Ramagem continuou registrado como em exercício na Câmara dos Deputados, com atividades remotas, enquanto a investigação avançava. O PSOL afirmou em manifestação ao STF que o parlamentar pode ter tentado deixar o Brasil, o que motivou apurações sobre a rota de saída. A PF trabalha com a hipótese de passagem por fronteira terrestre, mas não há confirmação oficial.
Mudança para os EUA
A esposa de Ramagem, a delegada Rebeca Ramagem, informou que a família deixou o Brasil e está nos Estados Unidos há cerca de uma semana, acompanhando as filhas. Segundo ela, a decisão se deu para proteger a família diante da percepção de falta de garantias de justiça imparcial no país. Ela mencionou ser vítima de lawfare e de perseguição política, ressaltando a intenção de retornar quando houver condições.
Rebeca afirmou que a mudança não altera os valores que a família defende e que permanece a esperança de um Brasil onde a expressão política não seja criminalizada. Ela acrescentou que a família continua apoiando o Rio de Janeiro com um olhar para o que considera ser o bem comum, mesmo morando no exterior. A publicação ocorreu após o pronunciamento do STF sobre a prisão de Ramagem.
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