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Nova Zelândia planeja erradicar gatos ferais até 2050

Gatos ferais entram na lista de predadores na Nova Zelândia; planos de erradicação em larga escala serão anunciados em março de 2026, com legislação nacional sobre gatos domésticos

The New Zealand government says adding feral cats to the Predator-Free 2050 target species list will fill a glaring hole in the current plan.
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  • Planos detalhados serão anunciados em março de 2026, incluindo gatos ferais na lista de predadores e programas de erradicação em larga escala, com legislação nacional de gestão de gatos domésticos.
  • Mais de 2,5 milhões de gatos ferais vivem na mata e em ilhas da Nova Zelândia, podendo chegar a um metro de comprimento, contando a cauda, e pesar até 7 kg.
  • Eles dizimam fauna nativa, como o Pukunui (Southern dotterel) em Rakiura/Isla Stewart e morcegos próximo ao Monte Ruapehu.
  • A inclusão dos gatos ferais ocorreu após campanhas de ambientalistas e houve oposição pública no passado; gatos domésticos não estão incluídos na estratégia.
  • Especialistas e organizações defensoras pedem legislação nacional de manejo de gatos, com microchip obrigatório e castração de gatos domésticos, além de mais pesquisa e financiamento para métodos menos cruéis.

Feral cats já são alvo de ações em algumas áreas, com campanhas públicas e debates sobre controle. Planos detalhados devem ser anunciados em março de 2026, incluindo a inclusão de gatos ferais na lista de predadores e programas de erradicação em larga escala, além de uma legislação nacional de gestão de gatos domésticos.

Mais de 2,5 milhões de gatos ferais circulam pela mata e ilhas da Nova Zelândia, com casos de indivíduos que atingem até um metro de comprimento, incluindo a cauda, e peso de até 7 kg. Eles são apontados como predadores de fauna nativa, tendo contribuído para o declínio de espécies como o Pukunui, o bico-pau da Stewart Island, e a extinção local de morcegos perto do Monte Ruapehu. Autoridades classificam esses felinos entre os “predadores de alto impacto” que entrariam em ações coordenadas de erradicação.

A inclusão dos ferais ocorre após anos de mobilização da sociedade civil, enfrentando oposição expressiva. Em 2013, a campanha Cats to Go gerou debates acalorados e resistência de grupos de defesa dos animais. O Departamento de Conservação afirmou que o feedback sobre a estratégia inicial foi majoritariamente favorável à gestão de felinos, com apoio a incluir ferais na lista ou avançar com medidas de controle.

Contexto dos planos e atuação institucional

A National Cat Management Group, integrada por Predator Free Trust e SPCA, defende manter gatos domésticos dentro de casa como prioridade, defendendo campanhas de descoamento de gatos de área pública e foco em manejo humano. Christine Sumner, da SPCA, ressaltou a preocupação com o bem-estar animal e a necessidade de mais recursos para métodos não letais, destacando que a remoção de gatos do ambiente é atualmente feita de forma letal, o que gera resistência. As entidades também defendem legislação nacional que inclua microchipagem obrigatória e campanhas de castração de gatas domésticas.

Gareth Morgan, proeminente ativista, reforçou a necessidade de políticas claras para que a proteção da fauna seja eficaz na prática. Morgan afirmou que a inclusão dos ferais era uma falha anterior e que mudanças políticas são necessárias para que a estratégia funcione. A proteção de aves está no foco tanto de grupos ambientais como de órgãos reguladores, que apontam para mudanças estruturais na gestão de gatos domésticos para ampliar a biodiversidade.

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