- O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-geral da Presidência, disse no programa Bom dia Ministro que Bolsonaro está “pagando pelo que fez” e que “colhem o que plantam”.
- Boulos associou o episódio da solda na tornozeleira à legitimidade da prisão do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal.
- A prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi decretada após a convocação de uma vigília pelo senador Flávio Bolsonaro e o dano à tornozeleira eletrônica.
- Bolsonaro afirmou, na audiência de custódia, que agiu por curiosidade e que teve alucinações causadas por remédios.
- A oposição discute anistia no Congresso; integrantes do Partido Liberal sinalizam contraofensiva com denúncias em embaixadas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de prisão preventiva determinada pelo STF após a convocação de uma vigília de apoiadores e pelo dano à tornozeleira eletrônica causada por um ferro de solda. Bolsonaro sustenta que agiu por curiosidade; a defesa afirma que não houve intenção de coação no processo. A decisão envolve o inquérito sobre suposta coação no andamento de investigações e não está vinculada ao alegado golpe.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-geral da Presidência, comentou a prisão no programa Bom dia Ministro, veiculado pelo CanalGov nesta terça-feira (25). Ele afirmou que as ações de Bolsonaro indicam um descumprimento grave de normas institucionais e associou o episódio da solda à legitimidade da prisão, ressaltando que houve ataques a jornalistas, mulheres e à vacinação durante a gestão.
Segundo o relato oficial, a fiscalização informou que a tornozeleira foi danificada durante a vigília de apoiadores, o que motivou a medida cautelar. A prisão ocorre em meio a discussões sobre anistia no Congresso, com a oposição buscando ampliar desdobramentos políticos. A expectativa é de que novas medidas legais avancem nos próximos dias.
Repercussões políticas
O PL intensificou a pauta de resposta ao caso. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a legenda pretende promover uma ofensiva com denúncias em embaixadas sediadas em Brasília, vinculando o episódio a uma suposta perseguição religiosa contra Bolsonaro.
O partido também sinaliza propostas de contrataques, enquanto interlocutores defendem avaliação detalhada de eventuais sanções e ações diplomáticas. O cenário indica continuidade das tratativas políticas e legais, com mobilizações de apoiadores e articulações no Congresso.
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