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Eleições no Iraque prometem mais barganha política que mudanças

Parlamento iraquiano deve ser formado em semanas; negociações intensas discutem ministérios a grupos sancionados, Maliki como entrave e pressão externa para evitar interferência

al-Oraibi-Mina-foreign-policy-columnist
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  • Eleições no Iraque em onze de novembro foram a sexta sob a atual constituição, com mais de sete mil candidatos disputando 329 cadeiras e 31 alianças, 38 partidos e 75 independentes.
  • O novo parlamento deve ser formado nas próximas semanas, com definição de presidente, porta-voz e premiê, em meio a negociações intensas.
  • Moammed Shia al-Sudani teve a maior fatia de votos (46 cadeiras), mas não tem maioria clara para formarem governo sozinho; o cenário é de impasse e bargaining entre as partes.
  • O Coordination Framework, bloco iraniano, afirmou ter direito de indicar o próximo premiê; Maliki é visto como empecilho, elevando a possibilidade de indicação fora Sudani.
  • Pressões internacionais, especialmente dos EUA e Irã, buscam evitar interferência externa e limitar a influência de grupos sancionados no novo governo, mantendo foco em reformas e combate à corrupção.

O novo parlamento iraquiano deve ser formado nas próximas semanas, após as eleições de 11 de novembro. Mais de 7 mil candidatos disputaram 329 cadeiras, em um processo marcado por alianças, rivalidades entre coalizões e disputas pela formação do governo. A expectativa é pela escolha do presidente, do speaker da Câmara e do premiê, em meio a negociações acirradas.

O cenário atual mostra Sudani, líder da lista que obteve mais votos, ainda sem garantia de segundo mandato. A coalizão coordenada pelo Framework Coordination, formada por partidos com apoio iraniano, afirma ter o direito de indicar o próximo premiê, mas Sudani enfrenta resistência interna. Nouri al-Maliki é apontado como obstáculo a uma recondução automática.

A formação do governo envolve barganhas entre diferentesholdes políticos, com histórico de demoradas negociações em ciclos anteriores. O quadro é marcado pela fragmentação, pela presença de grupos sancionados no espectro político e pela pressão externa para evitar interferência externa direta na composição ministerial.

Formação rápida ou continuidade

O parlamento deverá ser convocado em semanas, com perspectivas de definição sobre o premiê em curto prazo. Ministérios a grupos sancionados e a influência de atores externos são temas centrais das tratativas, elevando a incerteza sobre mudanças profundas.

Pressões internacionais e legitimidade

O governo anterior de Sudani permanece sob escrutínio das potências regionais e dos EUA. Washington sinalizou que não aceitará ingerência externa na montagem do governo, ao mesmo tempo em que monitora a participação de atores sancionados no gabinete. O Irã, por sua vez, acompanha de perto a composição, buscando manter influência política no país.

Perspectivas para o futuro

Analistas apontam que, sem mudanças estruturais, o novo governo pode repetir o formato dos últimos anos, com poucos avanços contra corrupção, impunidade e desigualdade. A janela de atuação é curta, dada a necessidade de estabilizar o governo em meio a tensões regionais e a pressão para reduzir a influência militante.

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