- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou deixar o cargo para atuar mais na campanha de Lula em 2026, mas não pretende ser candidato.
- Ele disse que quer colaborar com o programa de governo e pensar a campanha, sem coordenar a campanha.
- Lula reagiu de forma positiva; a decisão sobre a saída ainda não foi definida.
- Haddad destacou a necessidade de reinvenção dos Correios para reverter o rombo financeiro, com prejuízo de até setembro de 2025 em torno de 6 bilhões.
- O governo autorizou garantia da União para empréstimo de 20 bilhões aos Correios; cogita parcerias com Caixa Econômica ou outros bancos, e também vê a Eletronuclear como desafio histórico.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou nesta quinta-feira 11 que pode deixar o cargo para ter atuação mais direta na campanha de reeleição de Lula em 2026. Ele afirmou não pretende ser candidato, mas quer contribuir para o programa de governo e pensar a estratégia da campanha.
Haddad relatou que a reação do presidente Lula foi positiva e que não há decisão tomada sobre a saída. Ele disse que a possibilidade existe, mas não há data definida nem encaminhamentos fechados. O objetivo é colocar-se à disposição do partido conforme necessário.
O ex-candidato presidencial em 2018, quando Lula estava preso, afirmou que não há surpresa quanto a esse cenário. Haddad também mencionou que não pretende coordenar a campanha, apenas colaborar de forma estratégica.
Contexto político e atuação futura
A prioridade, segundo Haddad, é apoiar o PT e o plano de governo para 2026. Ele relembrou sua trajetória não candidata, destacando que já enfrentou momentos difíceis no partido. A avaliação é que a participação dele seria institucional, não eleitoral.
Correios e necessidade de ajustes
Em entrevista ao Globo, Haddad tratou da necessidade de reinventar os Correios para reduzir o rombo financeiro. O governo autorizou, na terça-feira, 9, uma garantia de 20 bilhões de reais para um empréstimo à estatal. A medida visa evitar agravamento da crise. O ministro citou que parcerias com a Caixa e outros bancos podem ampliar a capilaridade dos serviços postais.
Desafios das estatais
Além dos Correios, Haddad apontou a Eletronuclear como outro desafio histórico. As duas estatais demandam maior cuidado de gestão e de orçamento. O ministro reforçou que o desgaste da agenda econômica decorre, em parte, da menor produtividade legislativa e de ações da oposição, que podem atrasar propostas do governo.
Perspectivas econômicas
Haddad comentou ainda sobre o arcabouço macroeconômico, com foco em manter a estabilidade, ainda que haja dificuldades políticas. O ministro ressaltou a importância de manter o diálogo entre Executivo, Legislativo e sociedade para avanços nos próximos anos.
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