- O almirante aposentado Mike Mullen disse que o ambiente político atual é o mais perigoso para os oficiais, com a polarização atingindo uma parcela cada vez mais jovem das forças armadas.
- Ele afirmou que manter a posição apolítica das Forças Armadas ficou mais difícil e que o enfraquecimento dessa neutralidade vem se ampliando.
- Mullen criticou demissões de oficiais de alto escalão e o uso da Guarda Nacional em missões de ordem pública com objetivos políticos.
- Observou que o problema envolve um contingente maior de liderança militar, chegando a incluir oficiais com uma ou duas estrelas, dificultando a atuação de jovens oficiais.
- Questionou as demissões de oficiais como o general CQ Brown e a almirante Lisa Franchetti e mencionou investigações da FBI sobre seis democratas que já serviram no Congresso.
Retirado da carreira militar, o almirante Mike Mullen disse que o ambiente político atual é o mais perigoso para os oficiais, ampliando a participação de militares de escalões inferiores. Ele afirmou que a polarização cresce e desafia a neutralidade das Forças Armadas.
Durante um fórum de segurança do Aspen Institute, Mullen destacou que manter a postura apolítica tornou-se mais difícil do que quando chefiou as Forças Armadas, entre 2007 e 2011. Ele alertou sobre o impacto da divisão na relação civil‑militar.
O ex‑presidente do Conselho de Chefs de Estado‑Maior criticou demissões de oficiais seniores e o uso das forças para interesses políticos. Questionou a base de remoções de comandantes, citando Gen CQ Brown e Adm Lisa Franchetti.
Contexto político e militar
Mullen mencionou que mudanças súbitas no alto escalão abalaram as praças e deixaram praças mais jovens inseguras diante de um ambiente politizado. Ele também citou o impacto nas academias militares e no dia a dia dos militares em serviço.
O ex‑oficial também comentou um vídeo de seis democratas, ex‑militares, que pedem aos atuais militares para resistir a ordens ilegais. Segundo ele, não há ninguém em posição elevada que não saiba que ordens ilegais não devem ser seguidas.
Mullen lembrou episódios anteriores envolvendo o uso da força contra manifestantes em Washington durante a gestão de Donald Trump, destacando a necessidade de a instituição permanecer neutra mesmo em tempos de tensão política.
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