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AIB critica Motta após violência da Polícia Legislativa

Dois dias após as agressões a jornalistas na Câmara, ABI acionará a PGR por possível crime de responsabilidade de Hugo Motta, com avaliação de representação no Conselho de Ética

O presidente da Câmara, Hugo Motta. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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  • Dois dias após as agressões a jornalistas na Câmara, a Associação Brasileira de Imprensa afirmou que acionará a Procuradoria-Geral da República para investigar possível crime de responsabilidade do presidente da Casa, Hugo Motta.
  • Também está em estudo uma representação no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.
  • Na terça-feira, 9, policiais legislativos expulsaram profissionais de imprensa durante a ocupação da Mesa Diretora pelo deputado Glauber Braga, com empurrões e corte de sinal da TV Câmara.
  • Motta informou ter pedido apuração de possíveis excessos dos agentes do Departamento de Polícia da Câmara (Depol); a Câmara diz que não houve intenção de limitar a imprensa e que os relatos serão apurados.
  • A ABI avalia levar o caso à Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA); entidades de imprensa condenam o episódio e cobram esclarecimentos de Motta.

Dois dias após as agressões contra jornalistas na Câmara, a ABI anunciou que acionará a Procuradoria-Geral da República para investigar possível crime de responsabilidade do presidente da Casa, Hugo Motta. Também pondera representar o caso no Conselho de Ética.

Os confrontos ocorreram durante a ocupação da Mesa Diretora pelo deputado Glauber Braga, na última terça-feira. Policiais legislativos expulsaram jornalistas com empurrões para evitar registro do tumulto, e o sinal da TV Câmara chegou a ser cortado.

A ABI avalia ainda levar a denúncia à Organização dos Estados Americanos, via Relatoria de Liberdade de Expressão da OEA. Motta afirmou que pediu apuração de possíveis excessos de agentes do Depol.

Desdobramentos institucionais

A Câmara informou que não houve intenção de restringir a imprensa e que os relatos de agressões serão apurados. A Casa sustenta que a retirada de profissionais visou garantir a segurança de quem estava no plenário.

Entidades representativas de imprensa também repudiaram os acontecimentos, e a Federação Nacional dos Jornalistas pediu manifestação firme de Motta. O tema segue em avaliação de medidas legais.

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