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ATO visa internalizar trabalhos, mas meta de reduzir consultores é inadequada

ATO mira reduzir terceirização em $500 mil no ano fiscal, dentro de orçamento de $4,5 bilhões, gerando críticas de Pocock e do sindicato pela insuficiência

The tax ombudsman has noted that ATO staff turnover rates are extreme at the outsource centres, leading to a lack of suitably skilled staff taking calls. Photograph: Reza Estakhrian/Getty Images
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  • ATO quer reduzir trabalho externalizado em $500 mil neste ano fiscal, dentro de um orçamento de operação de $4,5 bilhões, valor considerado baixo pela oposição e pelos trabalhadores.
  • Senadora Barbara Pocock afirmou que o montante é “woefully inadequate” para uma agência que deveria liderar a redução de terceirização; o sindicato questionou se houve erro de digitação.
  • As metas de redução de terceirização vêm em meio a escrutínio sobre o uso de cobradores de dívida e centrais de atendimento terceirizados pela ATO; DEWR não definiu metas neste contexto.
  • No ano anterior, a ATO reduziu gastos com fornecedores externos em $80,4 milhões; Serviços Australia já anunciou reduções maiores no passado, com metas anuais mais altas, mas com resultados variados.
  • A transfência de funções para o setor público e a resistência de algumas áreas a mover atividades “core” para dentro da administração têm sido tema de críticas, com debates sobre qualidade e condições de trabalho nos centros terceirizados.

A Australian Taxation Office (ATO) divulgou a meta de reduzir em 500 mil dólares o seu trabalho terceirizado neste ano fiscal, dentro de um orçamento operacional de 4,5 bilhões. A revelação ocorreu durante a audiência de Estimativas no Senado. A medida mira diminuir a dependência de contratados e consultorias, segundo o próprio órgão. Críticos afirmam que o valor é insuficiente para uma agência de grande porte.

Senadores e representantes sindicais reagiram ao anúncio. A senadora Barbara Pocock, porta-voz dos Greens para finanças e setor público, chamou o montante de inadequado, lembrando que a agência deveria liderar a redução de terceirização. O Australian Services Union também questionou o número, sugerindo possível erro de digitação.

Dentro do contexto de ajustes, o governo pode exigir que as agências movam atividades-chave para o quadro público. A ATO informou que, no ano passado, reduziu gastos com fornecedores externos em 80,4 milhões e que avalia novas oportunidades de internalizar atividades centrais. Serviços Australia registrou queda maior, porém com metas mais contidas para este ano.

Impactos e reações

A CPSU destacou que o DEWR, responsável pelo programa Work Australia, não definiu metas de redução de terceirização, segundo a avaliação do sindicato. A instituição argumenta que 15% da força de trabalho depende de contratos com terceiros. O DEWR afirmou que suas atividades centrais são, em grande parte, realizadas internamente e que terceirização é mínima e em condições específicas.

Especialistas apontam que a terceirização costuma surgir como resposta a demandas flutuantes e à busca por habilidades específicas, mas pode gerar custos indiretos. Um professor de gestão afirmou que transformar empregos estáveis em posições de menor remuneração aumenta a pressão sobre o serviço. A discussão no setor público segue a cadeia de experiências com call centers e atendimentos terceirizados, refletindo debates sobre qualidade do serviço e condições de trabalho.

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