- Câmara aprovou o Projeto de Lei da dosimetria, que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o texto segue para o Senado; o relator na comissão é Esperidião Amin.
- A Câmara rejeitou a cassação da deputada Carla Zambelli, em choque com decisão do STF que já havia determinado a perda do mandato.
- O ministro Alexandre de Moraes restringiu visitas de familiares a Bolsonaro e determinou perícia para confirmar necessidade de nova cirurgia.
- Reações ao avanço da dosimetria foram divididas entre governo e oposição, com críticas e defesa de medidas.
- Em cenário eleitoral, pesquisa aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em provável segundo turno.
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei da dosimetria, que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto segue para análise do Senado, onde o senador Esperidião Amin (PP-SC) foi definido como relator na CCJ. A medida gerou reação dividida entre governo e oposição, em meio a tensões com o Judiciário.
Governistas defendem que a proposta ajusta critérios de pena, enquanto oposicionistas e setores da Justiça afirmam que a mudança pode beneficiar crimes violentos. O governo avaliou o texto como possível diagnóstico do momento, e o presidente Lula criticou a conduta associada ao tema. Organizações de integridade pública questionaram a aprovação.
Medidas e tramitação
O ministro Alexandre de Moraes ampliou o conjunto de restrições a Bolsonaro, determinando a perda de autorização automática de visitas de familiares ao ex-presidente. Moraes também autorizou perícia para confirmar a necessidade de nova cirurgia, buscando embasamento para decisões futuras.
Paralelamente, a Câmara manteve a cassação de Carla Zambelli sob decisão divergente do STF, elevando o atrito entre os Poderes. Em meio a esse embate, o cenário político ganhou contornos eleitorais, com sondagens indicando Flávio Bolsonaro em posição de vantagem sobre Lula em um eventual segundo turno.
Cenário eleitoral
A avaliação de intenções de voto aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em eventual segundo turno, segundo levantamento citado. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é apontado como pilar de um palanque de apoio, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinaliza possibilidade de atuação na campanha de Lula.
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