- Carlos Bolsonaro divulgou um vídeo do pai soluçando para defender que ele precisa de cuidados especiais 24 horas por dia, citando risco de broncoaspiração.
- O filho pediu perícia médica independente e mencionou urgência de cirurgia, com Moraes questionando datas dos exames e condições do laudo apresentado pela defesa.
- Bolsonaro está preso desde 22 de novembro pela violação da tornozeleira eletrônica com ferro de solda; o Supremo Tribunal Federal declarou o trânsito em julgado da ação penal, com pena de 27 anos e três meses.
- Se for aprovado o projeto de lei da dosimetria, a pena pode ser reduzida para dois anos e quatro meses.
- Os advogados de Bolsonaro reiteraram o pedido de cirurgia antes da perícia da Polícia Federal, citando urgência.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro, divulgou nesta sexta-feira (12) um vídeo em que o pai aparece soluçando enquanto dorme, para sustentar que ele precisa de cuidados especiais 24 horas por dia. A defesa afirma que, se houver broncoaspiração causada por refluxo constante, há risco de morte devido à pressão diária.
O registro surge em meio a debates sobre a situação do ex-presidente, que está preso desde 22 de novembro por violação da tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A ordem de prisão ocorreu após a decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ação penal nº 2.668, com pena fixada em 27 anos e três meses. Pode haver redução caso seja aprovado o PL da dosimetria.
Segundo Carlos Bolsonaro, a divulgação do vídeo visa esclarecer a necessidade de cuidados contínuos, em meio a cobranças públicas sobre a saúde de Jair Bolsonaro. Ele também mencionou a dor de acompanhar a situação de seu pai e a exposição causada pela prisão, sem detalhar novos procedimentos médicos.
Há, ainda, discussão sobre a realização de uma perícia médica independente pela Polícia Federal. A defesa pediu cirurgia de urgência para o ex-presidente, alegando urgência. O Ministério da Justiça, representado pela condução de Moraes, questiona datas de exames e a validade do laudo médico anterior à prisão.
O eventual andamento da perícia poderá influenciar a manutenção ou a adoção de novas medidas cautelares. A PF tem prazo para concluir avaliação médica independente, que servirá de base para a decisão de Alexandre de Moraes sobre a continuidade da detenção na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
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