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Conflito entre juiz e procuradores de NSW encaminhado a comitê por intimidação

Comissão de privilégios investiga possível violação de privilégio parlamentar com o uso da submissão da juíza Penelope Wass para afastá-la de casos; ODPP recorre por aparente viés

NSW Director of Public Prosecutions Sally Dowling was named in judge Penelope Wass’s submission to an inquiry, which has since been used in applications for her recusal in criminal trials. Photograph: Steven Markham/AAP
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  • A Comissão de Privilégios de Nova Gales do Sul foi solicitada a investigar se houve violação de privilégio parlamentar ao usar uma defesa apresentada pela juíza Penelope Wass para tentar afastá-la de julgamentos envolvendo o ODPP.
  • O ODPP pediu que Wass se afaste de casos por “parcialidade aparente” e deve levar a questão ao Tribunal de Apelação de NSW; novas acusações de recusa/recusal seguem pendentes.
  • A comissão teme um possível “efeito intimidatório” sobre futuras testemunhas, ao considerar que o uso do material de Wass pode violar o privilégio parlamentar.
  • Em relação a Dowling, Wass enviou uma subemenda de 68 páginas pedindo a remoção da chefe do ODPP, acusando-a de ter vazado informações sobre uma criança envolvida em crime; Dowling negou envolvimento direto.
  • O ODPP sustenta que o material utilizado para as alegações de viés não viola o privilégio parlamentar e que as ações devem ser decididas pela NSW Court of Appeal; pedidos adicionais ainda estão em andamento.

O comitê de privilégios do Parlamento de New South Wales foi solicitado a apurar se houve violação das regras parlamentares pela Office of the Director of Public Prosecutions (ODPP NSW). A investigação gira em torno do uso, em uma audiência pública, de uma submissão da juíza Penelope Wass em defesa de prerrogativas parlamentares para contestar a participação da magistrada em julgamentos, e se isso visou afastá-la de processos. A vip linha da denúncia aponta ainda para um possível efeito intimidatório contra testemunhas.

A solicitação partiu do presidente do comitê, Robert Borsak, que enviou um ofício pedindo que o órgão avalie se houve violação de privilégio parlamentar e se a tentativa de afastar Wass configurou desrespeito ao inquérito. O documento também levanta a hipótese de violação de direitos assegurados pela Bill of Rights, que impede o uso de informações de sessões parlamentares em tribunais.

Situação atual e desdobramentos

O ODPP NSW informou ter apresentado pedidos para que Wass se afaste de casos em que o escritório é parte, com base em suposta parcialidade. Os recursos devem ser apreciados pelo NSW Court of Appeal, que também avalia questões constitucionais relevantes sobre o alcance do poder parlamentar e a integridade do sistema judiciário.

A controvérsia envolve uma denúncia de Wass sobre vazamentos relacionados a uma adolescente indígena aplicada a um discurso de saudação antes de uma sentença por crimes graves. A magistrada afirmou que a divulgação violou regras de identificação de réus menores. O ODPP nega envolvimento pessoal de Dowling e aponta que o vazamento ocorreu pela unidade de imprensa do escritório, sem que haja confirmação de participação própria.

O ODPP sustenta que as informações públicas utilizadas para fundamentar a alegação de possível viés fornecem material relevante para a análise da imparcialidade e que o uso não configura desrespeito ao parlamento. A defesa de Wass e a avaliação do comitê devem, ainda, definir se há necessidade de novas medidas processuais. A imprensa informou que uma nova peça de recusa foi apresentada em outro caso, com decisões pendentes até o momento.

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