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Dino liga assessora de Lira alvo de operação ao antigo orçamento secreto

Ministro aponta ligação entre Mariângela Fialek e o orçamento secreto; PF encontra rascunhos na nuvem ligados à Codevasf e ao deputado Júnior Mano

Ministro afirma que esquema iniciado durante a gestão de Lira na Câmara continuou na atual de Hugo Motta. (Foto: Joedson Alves/EFE)
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  • O ministro Flávio Dino afirmou haver ligação entre a ex-assessora de Arthur Lira, Mariângela Fialek, e o esquema do orçamento secreto.
  • A operação Transparência cumpriu mandados de busca e apura que ela comandava indicações desviadas de emendas e permaneceu no cargo após a mudança na Presidência da Câmara.
  • A decisão de Dino, com aval da Procuradoria-Geral da República, aponta que o esquema já existia na gestão de Lira e teria continuado sob Hugo Motta.
  • A Polícia Federal encontrou na nuvem de Mariângela rascunhos atribuídos a “Tuca”, ligados a recursos da Codevasf e ao deputado Júnior Mano.
  • Segundo o despacho, “Tuca” seria responsável por organizar o orçamento secreto, com movimentação de milhões a partir de comandos verbais e sem projetos estruturados.

O ministro Flávio Dino, do STF, afirmou nesta sexta-feira que houve ligação entre a ex-assessora Mariângela Fialek e o esquema do orçamento secreto. A declaração ocorreu no contexto da Operação Transparência, que investiga desvio de emendas parlamentares.

A operação autorizada pela PGR levou a dois mandados de busca e apreensão contra Mariângela Fialek, que até então ocupava posição na liderança do PP na Câmara. A apuração aponta que ela controlava indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto.

Dino informou que, mesmo após a mudança na Presidência da Câmara, Mariângela permaneceu no cargo. A investigação envolve a possível continuidade do esquema sob a gestão de Hugo Motta, conforme despacho do ministro.

A Polícia Federal encontrou na nuvem de Mariângela rascunhos e manuscritos atribuídos a um apelido ligado a ela, chamado Tuca. Os documentos indicam realocações de recursos de forma informal, com relação a recursos da Codevasf e a deputado Júnior Mano.

Segundo o relatório da PF, o material aponta que o comando dos repasses partia de orientações verbais. Os investigadores indicam que Tuca seria a responsável por estruturar o que chamam de orçamento secreto, com desvios supostamente ligados à antiga Presidência da Câmara dos Deputados.

  • Contexto e desdobramentos

As investigações mostraram que os recursos teriam sido realocados entre cidades do Ceará, como Nova Russas e Reriutaba, a pedido de deputados. A apuração envolve também outros agentes do Legislativo.

  • Participação e próximos passos

A apuração continua para esclarecer a participação de outros membros da Câmara e confirmar o papel da ex-assessora. A expectativa é de novas oitiva de autoridades e dependências públicas envolvidas.

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