- Greve geral em Portugal, 12 anos após a última mobilização, atingiu transportes, educação, saúde, função pública, coleta de lixo e grandes indústrias como Autoeuropa (cerca de 5 mil trabalhadores).
- Impacto mais moderado no comércio, hotelaria e construção; Lisboa acordou com pouca circulação e serviços básicos funcionando em ritmo reduzido.
- Adesão total nos transportes marítimos, Comboios de Portugal e TAP, que suspendeu 220 voos; paralisações também ocorreram em portos e setores privados com menor intensidade.
- Na saúde, seguimentos superiores a noventa por cento levaram a cancelamentos de consultas e cirurgias não urgentes; escolas fecharam quase em todo o país.
- Teletrabalho surgiu como opção para quem não aderiu; a mobilização uniu sindicatos contra a reforma trabalhista apresentada pelo governo, sem incidentes significativos.
A greve geral de Portugal, 12 anos após a última mobilização, mobilizou trabalhadores de setores públicos e privados nesta quinta-feira, em todo o país. O objetivo é contestar a reforma trabalhista anunciada pelo governo no outono e pressionar por acordos setoriais.
No transporte, educação e saúde, a adesão foi expressiva. Em Lisboa, a cidade acordou com menos movimento, trânsito reduzido e atividades suspensas em várias áreas. Em portos, portos e linhas de trem, as paralisações impactaram o funcionamento diário, com reflexos sentidos também na área privada.
No setor público, escolas, centros de saúde e unidades hospitalares interromperam parte das atividades. Na saúde, o acompanhamento de pacientes atingiu níveis elevados, levando a cancelamentos de consultas não urgentes e procedimentos programados. No ensino, a maioria das instituições fechou as portas.
Impacto por setores
A aviação registrou suspensão de voos em operação da TAP, com 220 voos cancelados. Companhias internacionais, como Iberia e Air Europa, também registraram impactos. No transporte marítimo, a adesão foi alta entre trabalhadores da margem sul do Tejo e operações de logística associadas.
No setor privado, a adesão sindical apareceu menos expressiva, com efeitos mais restritos em atividades empresariais. Comércio e indústria tiveram impactos moderados, mantendo parte das operações, mas com interrupções significativas em serviços essenciais. A normalidade relativa na capital contrastou com a circulação reduzida.
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