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Liam Neeson nega ter posição anti-vacina após narrar documentário sobre Covid

Liam Neeson narra documentário que questiona vacinas e critica autoridades, com Kennedy e Fauci entre as falas; representantes do ator dizem não ser contra vacinas

Liam Neeson attends the Berlin premiere of The Naked Gun.
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  • Liam Neeson narra o documentário Plague of Corruption, baseado no livro de Judy Mikovits, que contesta vacinas e critica autoridades de saúde.
  • O filme cita Robert F. Kennedy Jr. e afirma que as vacinas não são bem testadas, além de atacar o ex-diretor do NIAID, Anthony Fauci.
  • Kennedy teria orientado o CDC a mudar a posição sobre autism, conforme o filme, enquanto os produtores e Neeson contestam as alegações.
  • O relato traz trechos que criticam lockdowns da covid e sugerem que vacinas seriam “experimentos perigosos” não suficientemente avaliados.
  • A Organização Mundial da Saúde afirma não haver relação entre vacinas e autismo, e os representantes de Neeson afirmam que ele continua a apoiar imunização global via UNICEF.

Liam Neeson participa como narrador de um documentário que questiona a legitimidade das vacinas e crítica autoridades de saúde. O filme, intitulado Plague of Corruption, é baseado no livro de Judy Mikovits. O trabalho conta com a participação de Robert F Kennedy Jr e imagens que envolvem críticas a Anthony Fauci.

No longa, Kennedy aparece entre as vozes entrevistadas e sustenta que as vacinas não são testadas de forma adequada. A produção também menciona controvérsias associadas a testes em HIV e a críticas históricas a órgãos reguladores. Neeson não é o único rosto público envolvido; Kent Heckenlively, coautor do livro, atua como produtor executivo e aparece em cenas.

Representantes do ator afirmam que ele não é anti-vacinação e reconhecem problemas de corrupção no setor farmacêutico, sem, no entanto, associar isso à oposição às vacinas. Em nota enviada ao Guardian, a equipe de Neeson destacou o apoio dele a imunização global por meio de campanhas da UNICEF e afirmou que o ator não participou da edição editorial do documentário.

O documentário também traz críticas a medidas de lockdown durante a pandemia de Covid-19, afirmando que o sofrimento humano foi causado por restrições, não pela doença. Em relação às vacinas, a narrativa afirma que foram colocadas no mercado de forma acelerada e que os responsáveis não assumem responsabilidade. Kennedy chegou a afirmar que o tema da relação entre vacinas e autismo é questionável, o que é apresentado no material de divulgação do filme.

Kennedy teria orientado o CDC a alterar sua posição sobre autismo, segundo o conteúdo exibido. Ainda que o material mencione esse tema, dados da Organização Mundial da Saúde indicam que não há relação comprovada entre vacinas e autismo. O documentário conclui com mensagens de que é possível buscar transparência e responsabilização no futuro, sem encerrar a narrativa de forma definitiva.

Histórico de Neeson descreve apoio a vacinas em ações da UNICEF, incluindo declarações públicas em 2022 sobre o papel positivo das vacinas na saúde global. A distribuição e a recepção do documentário geram divergências entre apoiadores de immunização e críticos de determinados aspectos da política de saúde. A equipe de produção não forneceu comentários adicionais sobre o conteúdo editorial do filme.

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