- Câmara aprovou pena alternativa para Glauber Braga (PSOL-RJ); ex-presidente Arthur Lira (PP-AL) reagiu com irritação.
- Glauber Braga denunciou o orçamento secreto durante a gestão de Lira, contribuindo para a tensão entre governo e oposição.
- PSOL acionou a Procuradoria Geral da República pela retirada à força da cadeira da presidência da Câmara.
- Arthur Lira afirmou que o caso de Zambelli deveria ter sido adiado, defendendo a manutenção do mandato por faltas.
- Lira já enfrentava processo de perda de mandato e havia sido suspenso por seis meses após articulações entre governo e oposição.
A Câmara aprovou uma pena alternativa para o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), após ele denunciar o orçamento secreto sob a gestão de Arthur Lira. O ex-presidente da Casa, hoje deputado, reagiu com irritação ao ver o veto a uma punição mais severa. A decisão ocorreu durante sessão realizada nesta quarta-feira (10). Braga continua sob avaliação de perda de mandato, em meio a tensões entre governo e oposição.
Braga havia denunciado o pagamento de emendas parlamentares não rastreáveis, o que acirrou disputas políticas na Câmara. A avaliação de perda de mandato já havia avançado em fases anteriores, e a pena alternativa foi apresentada como alternativa à cassação direta, sob resistência de componentes da oposição.
Desdobramentos
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) acionou a Procuradoria Geral da República (PGR) para eventual retirada à força da cadeira da presidência da Câmara, conforme informou o partido. A medida é vista como resposta a tensões internas na Casa e às repercussões da denúncia de Braga.
Lira também comentou sobre o caso envolvendo a deputada Carla Zambelli, afirmando que o processo deveria ter sido adiado. Segundo o ex-presidente, o mandato da parlamentar, que enfrenta cassação por faltas, deveria ser mantido já que a mesa da Câmara pode decretar a perda por ausências, mesmo diante de situações como a prisão de Zambelli na Itália.
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